Analista espera alta de 80% para ações da Copel
O maior potencial de alta entre as dez ações recomendadas por analistas para 2006 é o da Copel, a empresa de energia do Paraná. A recomendação de compra da ação da Copel ON é feita pelos analistas da corretora Link que enxergam um potencial de alta de 80%. Segundo Maurício Gallego, analista da Link, os papéis Copel ON podem chegar ao preço de R$ 27,00 neste ano de 2006 (ontem eram negociados a R$15 o lote de mil ações). Embora tenha experimentado uma alta de 57% em 2005, este é um papel que sofreu muito nos últimos anos por conta do chamado risco político, segundo Gallego.
A Copel é uma empresa controlada pelo governo do Paraná e os investidores se afastaram das ações da empresa nos últimos anos porque não avaliam bem as interferências do governo na gestão da companhia. Para se ter uma idéia, as ações da Cemig outra empresa de energia (controlada pelo governo de Minas Gerais) e que pode ser comparada à Copel, experimentou uma valorização nos últimos quatro anos de 235% (Cemig ON). Nesse mesmo período Copel ON amargou uma queda de 3,1%. Segundo Gallego, o risco político que tanto atrapalhou as ações da Copel nos últimos anos deve ser diluído em 2006, ano de eleições, principalmente se o candidato de oposição ao governo liderar as pesquisas de opinião. Por isso, ele diz, os papéis da empresa devem se beneficiar.
http://www.copel.com
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Em 2006 simplifique sua vidaOs principais autores de finanças pessoais no mundo começaram 2006 com recomendações de investimentos em suas colunas. A que mais gostei foi publicada no The Wall Street Journal pelo colunista Jonathan Clements, autor do livro “Os mitos que você deve evitar se quiser administrar corretamente seu dinheiro”. Ele diz basicamente para que o investidor simplifique as coisas este ano.
Parei para pensar no que teria acontecido com o investidor brasileiro, nos últimos dez anos, se tivesse seguido tal recomendação.
Vamos imaginar que manter as coisas simples seja investir numa aplicação de fácil entendimento, conservadora e que pudesse proteger seu dinheiro contra a inflação. Na prática, um fundo de renda fixa DI, a carteira mais conservadora do mercado, composta basicamente por títulos do governo. Pois bem, tamanha simplicidade teria rendido 611% em dez anos.
Nesse período, a economia atravessou crises internas e externas, o mercado financeiro tremeu, o dólar, em alguns momentos, disparou e ainda assim, se o dinheiro tivesse ficado nesta aplicação conservadora valeria hoje sete vezes mais. Em outras palavras, uma aplicação de R$ 100 mil, feita no final de dezembro de 1995, chegaria a dezembro de 2005 a R$ 711 mil.
Na caderneta de poupança, os mesmos R$ 100 mil chegariam a R$ 295,8 mil nesse período.
Se você fez parte daquele grupo de pessoas que acreditou que o dólar seria o melhor porto para suas economias, acumulou neste período uma rentabilidade de 140%. A valorização do dólar desde dezembro de 1995 ficou abaixo até mesmo da inflação. No mesmo período, o IGPM (índice da Fundação Getúlio Vargas) ficou em 170%.
É certo que, neste ano, é esperada uma forte redução nas taxas de juro e, provavelmente, o que aconteceu nos últimos dez anos não se repita. No entanto, ainda assim há alternativas de investimentos simples que prometem excelentes rentabilidades para os próximos dez anos.
Mas para evitar surpresas no meio do caminho siga uma orientação básica para qualquer carteira de investimento, seja ela simples ou sofisticada: faça o que os consultores de investimento chamam de “asset allocation” e o que nossas avós chamariam de não colocar todos os ovos numa mesma cesta.
Basicamente, o que os analistas dizem é: divida suas economias em três grupos.
O primeiro, que servirá como base da pirâmide e irá concentrar a maior parte das aplicações, deve ser conservador. Ou seja, deve ser composto por aplicações em taxas de juro, em títulos de renda fixa emitidos pelo governo ou empresas de primeiríssima linha. No caso brasileiro, alguns bem sucedidos gestores têm indicado as NTNs série B, que são notas do Tesouro Nacional indexadas à inflação.
O segundo bloco de aplicações deve contemplar o mercado de ações. Este é um mercado de que, segundo os analistas, não dá para ficar de fora. Mas veja, facilite sua vida em 2006. Se você não gosta de ficar lendo relatórios de analistas, acompanhando mercado ou coisas do gênero, escolha um bom fundo de ações e deixe que o gestor do fundo faça o restante do serviço para você.
Por fim, no terceiro bloco, coloque outros investimentos como imóveis, ou investimentos de maior risco como hedge funds. O tamanho desta parcela deve ser o menor das três.
O percentual de cada uma dessas fatias vai variar de pessoa para pessoa e depende, basicamente, das seguintes variáveis: tolerância ao risco, idade e objetivos de investimentos de cada um.
Quanto maior sua tolerância ao risco, maior poderá ser a fatia de ações e outros investimentos. Essa fatia poderá ser maior também quanto menor for sua idade, pois você terá tempo de recuperar possíveis perdas. Por fim, classifique seus objetivos de investimento em curto, médio e longo prazo. Nos de longo prazo aumente a parcela de investimentos de maior risco.
Tomada essa providência de fazer o “asset allocation” você verá que, mesmo em situações de estresse de mercado, se sairá bem e, no longo prazo, essa receita básica e simples poderá ajudá-lo a construir um patrimônio. ft">
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Na última edição da revista ValorInveste, fiz uma entrevista com um médico que alertou para os problemas que o dinheiro (falta e mesmo excesso) pode causar à saúde. Fiquei realmente impressionada como as pessoas entregam bem-estar familiar, saúde e até mesmo a vida por dinheiro.
Neste início de 2006 um bom investimento é parar por alguns minutos e refletir sobre essas questões financeiras.
Aumentar receita é sempre mais difícil do que cortar despesas. O problema é que sempre que pensamos em cortar despesas vem a mente "ECONOMIZAR" o que, definitivamente, não é nada agradável.
Pois bem, para mim cortar despesas é, simplesmente, eliminar os ralos por onde nosso suado dinheiro escorre sem que se perceba. Quer exemplos? Celular, cartões de crédito e cheque especial são os mais evidentes e os que mais causam danos à saúde financeira. Eu não uso celular, nem cartões de crédito e nem cheque especial.
Sem eles, consegui numa única tacada uma sobra de mais de 30% do meu salário. Foi o mesmo que receber um bom aumento salarial.
Há infinitos outros exemplos de ralos financeiros. Neste início de 2006 dedique algum tempo junto com a família para encontrar aqueles que estão levando embora seus recursos e ganhe um aumento de salário bem acima da média nacional.
Feliz 2006!
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O STF vai julgar nesta quarta-feira uma ação direta de inconstitucionalidade pedida pelos bancos. Os bancos não querem responder ao Código de Defesa do Consumidor, querem ter seu próprio código. O sindicato dos bancários e o Idec (Instituto de defesa do consumidor) estão orientando que todos mandem e-mail para os ministros do STF pedindo que os bancos continuem a ter que responder o Código de Defesa do Consumidor. A carta com o e-mail do STF está na página do Idec, no link abaixo. Quem quiser engrossar a lista é só dar um clique. Eu já mandei a minha carta....
http://www.idec.org.br/carta_modelo.asp?id=49
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Olá Jussara,
Se entendi bem a sua pergunta você quer investir em ações, certo? Mas não gosta de correr riscos também, é isso?
Bem, investimentos em ações têm risco por definição. No entanto, no longo prazo, costumam ser mais rentáveis do que as taxas de juro (renda fixa).
Algumas ações embutem mais riscos do que outras. Ações de empresas boas pagadoras de dividendos, por exemplo, costumam ser chamadas ações defensivas. Elas oscilam menos, ou seja, têm menos volatilidade (que é a variação do preço da ação e é uma medida de risco).
Mas minha sugestão é que você primeiro se informe sobre o mercado de ações. Investir num mercado sem antes conhecer seu funcionamento, oportunidades e riscos, é um passo perigoso.
Depois que você conhecer o mercado de ações verá que os riscos são menores do que pensamos a princípio. Visite o site da Letras & Lucros ( www.letraselucros.com.br) que você
encontrará muita informação sobre esse mercado.
Eu e o Nelson Rocco, outro jornalista econômico, estamos lançando um livro (Guia Valor Econômico de Investimentos em Ações) que responde muitas dúvidas sobre investimentos em ações. No Guia Valor Econômico de Finanças Pessoais, que lancei há alguns anos, também há um capítulo específico sobre investimentos em ações.
Depois que visitar o site da Letras&Lucros e tirar suas dúvidas, volte a escrever se tiver mais perguntas.
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Um leitor escreve preocupado com suas dívidas. Seu maior medo é ser preso.
Ficar inadimplente não é crime. Você não será preso por isso, desde que não se trate de pensão alimentícia. Até mesmo o feroz leão do Imposto de Renda compreende a questão. Para a Receita federal o crime está em sonegar, mas não em não ter dinheiro para pagar o imposto.
No entanto, apesar de não ser crime, ficar devendo não é um problema trivial e tem de ser encarado com responsabilidade. Afinal, se você não paga uma dívida, alguém pode sair prejudicado. Daí a importância de entender o processo e resolver seus problemas sem culpas.
A reestruturação de dívidas exige paciência e planejamento para que você não tenha um custo excessivo. Sem planejamento você corre o risco de pagar taxas e multas que em boa parte dos casos são extorsivos. Faça uma lista com cada um dos seus financiamentos colocando ao lado duas colunas: a primeira com o valor original da dívida e a segunda, com o valor que os credores estão cobrando.
O próximo passo é sentar-se com cada um dos credores para entender o que eles estão cobrando. Procure parcelar a dívida em quantas vezes for necessário para que o valor mensal a pagar não comprometa mais do que 30% de seu orçamento. Peça, sem vergonha alguma, para que sejam retirados os encargos, como multa e juros pelo atraso no pagamento da dívida.
Não importa que você leve muitos anos para quitar suas dívidas. O fundamental é que você converse com seu credor e tente chegar a um acordo que se encaixe no seu bolso e assim você inicia o pagamento de sua dívida.
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O dinheiro - a falta dele e também o excesso - está na raiz da maior parte dos problemas da humanidade, desde o princípio dos tempos. Um dos maiores desafios é conseguir lidar com racionalidade em questões financeiras pessoais.
Não é raro encontrar profissionais brilhantes da área administrativa e financeira que são incapazes de cuidar de suas próprias finanças na medida certa.
Diariamente recebo e-mails de leitores, ouvintes e telespectadores com as mais variadas perguntas sobre como enfrentar problemas com o dinheiro.
Há casos dramáticos de pessoas que estão numa verdadeira encruzilhada financeira e que por isso acabam perdendo saúde e bem-estar familiar. Outros se mostram aflitos porque não sabem como “guardar” o dinheiro que sobra.
Este blog foi aberto para discutir esses casos da vida cotidiana dos brasileiros. Nele, você vai ver que não é o único a ter problemas financeiros, e ainda poderá extrair lições valiosas da experiência de outras pessoas. Compartilhando idéias e opiniões é que você aprende a ser mais racional na hora de resolver seus desafios monetários.
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