F E L I C I D A D EO acionista de um prestigiado banco brasileiro sente-se feliz com a família que tem. No entanto, confessa: "Minha família é maravilhosa, mas sinceramente eu tenho a impressão de que se um dia eu perder tudo até o periquito lá de casa arruma as malas e vai embora."
Certamente é um exagero. Afinal, periquitos costumam não ligar para dinheiro. Mas a família... Bem, a família os economistas dizem que provavelmente ficaria infeliz, sim, se a renda caísse bruscamente, mas em pouco tempo conseguiria se acostumar com a nova situação.
As pesquisas sobre felicidade que estão sendo desenvolvidas nos últimos anos em diversos lugares do mundo têm cada vez mais mostrado que para ser feliz é necessário dinheiro. No entanto, ao contrário do que muita gente pensa, é preciso bem pouco dinheiro para ser feliz.
As pessoas, dizem essas pesquisas, tendem a superestimar os benefícios que muito dinheiro pode trazer. No geral, esses estudos apontam uma correlação nula entre felicidade e dinheiro a partir de determinada soma. Ou seja, se a pessoa é muito pobre e tem dificuldades para comer, morar, enfim satisfazer necessidades básicas, ela realmente vai ficar muito feliz se receber algum dinheiro.
No entanto, depois de um determinado patamar de renda ter mais dinheiro simplesmente já não agrega mais felicidade. Em geral esse patamar de renda apontado pelas pesquisas está entre US$ 25 mil e US$ 90 mil anuais!
Da mesma forma, alguém que tenha uma queda brusca de sua renda vai sentir o revés num primeiro momento. No entanto, assim como nos acostumamos rapidamente a viver num patamar maior de renda, também a tendência é se acostumar quando ela cai.
No próximo artigo vou mostrar como “comprar” felicidade.
BUTÃO
Monastério no Himalaia - ButãoE como o Butão é o país da Felicidade Nacional Bruta, aí estão mais algumas fotos. Vocês vão ver que este é um país sem shoppings. Na verdade, nem mesmo cartão de crédito é aceito no país. O dinheiro de plástico simplesmente não existe no Butão. Eu só vi um estabelecimento que aceitava cartão, uma loja num hotel recém inaugurado na capital, Thimpu.

Não vi crianças de ruas no Butão. As crianças que vi estavam brincando perto de casa, sempre com boa aparência e boa alimentação.

Muitos pais escolhem mandar seus filhos para os monastérios muito cedo, ainda aos seis anos. Nesses monastérios eles são educados e depois de adultos seguem como monges. Muita disciplina nesses lugares.

Vista da cidade de Thimpu, a capital, do alto de uma das montanhas do Himalaia. Uma das várias trilhas para fazer caminhadas.
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VOLTEIPrometo atualizar o Blog pelo menos três vezes por semana. É difícil. A grande parte dos jornalistas que tem blogs consegue manter a página atualizada porque tem equipes ou porque tem tempo livre.
Eu não tenho nem uma coisa nem outra. Por isso é difícil mantê-lo atualizado. Mas desta vez exagerei né? São mais de dois meses sem atualização!!!Resolvi fazer um blog para testar esta nova linguagem e meio de comunicação. Confesso que gostei de ter um lugar específico para manter uma conversa com leitores.
Por fim, é um espaço em que posso responder a algumas dúvidas de leitores do Valor, ouvintes da CBN ou telespectadores da TV Cultura, onde faço um bloco no programa Planeta Cidade. Como várias dúvidas se repetem, consigo dessa forma responder a vários leitores numa única tacada.
BUTÃO
Bem, neste retorno vou começar falando sobre minha viagem ao Butão. Recomendo. O país é lindo e a experiência de conhecer uma cultura completamente diferente é incrível!
Resolvi fazer a viagem porque há cerca de dois anos fiz uma entrevista com o professor Hirata, do Ibmec, sobre o conceito de Felicidade Nacional Bruta.
Hirata fez um trabalho muito interessante sobre o Butão, lugar onde viveu por alguns meses para pesquisar o Felicidade Nacional Bruta. Trata-se de um conceito que foi lançado pelo rei do Butão para se contrapor ao Produto Interno Bruto (PIB) como medida de desenvolvimento do país. Basicamente o que o rei diz é que o bem estar e felicidade da população devem vir primeiro do que a riqueza de um país.
Assim, o Butão abre mão de algumas importantes fontes de receita simplesmente porque elas não agregam felicidade à população.
Exemplos? O Butão proibiu o cigarro. Poderia simplesmente criar taxas altíssimas para fabricação e venda de cigarros. Mas como o fumo definitivamente não agrega felicidade, o governo do Butão simplesmente decidiu banir. Outro exemplo? Turismo.
Esta é a segunda fonte de renda do país, no entanto eles controlam de perto a entrada de turistas. Eles querem o turismo, mas muito bem controlado.
Nos próximos dias vou escrever mais sobre o país e também sobre a Índia, que também visitei. Se vocês tiverem curiosidades escrevam que aí poderei direcionar melhor os textos e comentários.
Uma boa semana a todos!
Aeroporto

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