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Avalie a operação do FGTS com racionalidadeQuando estiver ocupado em proteger suas aplicações e procurar as melhores oportunidades de investimento não dê ouvidos ao que dizem os políticos sobre investimentos. Dois episódios ocorridos nos últimos anos chamam atenção pelo estrago que declarações políticas causaram aqueles que se deixaram guiar por elas. E este é um bom momento para relembrar esses casos no calor do debate sobre a utilização de uma (pequena) parcela dos ativos do FGTS para aplicações num fundo de infra-estrutura anunciado no pacote do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nada até agora do que ouvi depõe contra a iniciativa. Ao contrário, pode ser uma boa oportunidade de maximizar os ganhos do FGTS a exemplo do que já ocorreu com as operações de Petrobras e Vale. A propósito, procure saber com alguém que participou de uma dessas operações o que achou da experiência. O fato é que a remuneração do FGTS é muito baixa e na raro não consegue sequer alcançar a variação da inflação, o que na prática significa uma perda para o trabalhador. Por isso, muita atenção. Dizer apenas que o governo está metendo a mão no dinheiro do FGTS e que as operações são de risco não quer dizer rigorosamente nada, é uma análise superficial e perigosa. O governo já usa esses recursos para financiar projetos de saneamento e de moradias de baixa renda e não sabemos qual o retorno desses projetos. O que vai definir se a aplicação no fundo de infra-estrutura será ou não uma boa alternativa é a qualidade dos projetos que estarão na carteira do fundo. O setor de infra-estrutura tem sido apontado por analistas como uma excelente recomendação de investimento para este ano. Então, por que deixar de fora os trabalhadores? Para muitos o dinheiro do FGTS é a única economia que eles podem dispor para aplicações financeiras. Nada de mal que esse grupo também possa usufruir de retornos maiores. Assim, antes de se deixar contaminar pela polêmica analise friamente as operações. Pode ser um caminho interessante. PetrobrasEm 2000, muita gente reclamou da operação da Petrobras. O argumento era basicamente o mesmo: o governo iria meter a mão no dinheiro dos trabalhadores. O fato é que a operação se resumia na venda de ações da Petrobras (uma empresa altamente recomendada por analistas brasileiros e internacionais) que estavam na carteira do BNDES, que o trabalhador poderia comprar dom dinheiro do FGTS e ainda com um desconto de 20%. Incrível!!! O ganho nominal dos fundos FGTS Petrobras acumula desde sua criação até o último mês de dezembro um retorno de 366%, enquanto no mesmo período o FGTS teve um retorno de 43%. Marcação a mercadoEm 2001, na crise da marcação a mercado eu cheguei a ouvir declarações de alguns políticos de que se tratava de um confisco!!! Eu fiquei surpresa como as pessoas não se preocupam em buscar informações. A crise da marcação a mercado foi amplamente anunciada. Os jornais escreveram sobre ela. Nós, no Valor, fizemos matérias quase que diárias dizendo que ela deveria ocorrer e que os investidores deveriam checar se os seus gestores estavam fazendo a marcação correta dos ativos em carteira. Então veio a crise e muita gente saiu correndo para resgatar seus recursos. Na hora errada. O resgate deveria ter sido feito antes porque depois não só era inútil como tirava do cotista a oportunidade de obter um ganho relevante quando os papéis voltassem a seu preço. A informação estava lá e muita gente amargou prejuízos desnecessários.
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O melhor momento para entrar na Bolsa é...Ninguém, nem mesmo os melhores e mais experientes gestores de ativos ou analistas de investimentos, consegue acertar todas as subidas e descidas da Bolsa. A boa notícia, contudo, principalmente para você que não é analista, mas quer deixar uma parcela de seu capital aplicado em ações, é que não precisa ficar tentando entrar na bolsa quando o preço das ações estão no fundo do poço e sair quando as ações chegaram ao seu pico. Observe um estudo do analista Gilberto Moriama: ele acompanhou o comportamento do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) no período de janeiro de 1996 ao final de março de 2001. Nesse período, o ganho acumulado do Ibovespa foi de 235,9% . Um investidor que tivesse permanecido numa aplicação que reproduzisse a carteira do Ibovespa, portanto, teria um ganho similar. Mas se optasse por entrar e sair da Bolsa aproveitando as melhores oportunidades, esse investidor teria mais trabalho e enfrentaria mais riscos também. Do total de 63 meses analisados, 42 foram positivos para a Bolsa, sendo que o melhor retorno mensal foi em dezembro de 1999, quando o Ibovespa acumulou um ganho de 24,05%. Se esse investidor, nessas suas tentativas de acertar o melhor momento para entrar ou sair da bolsa, perdesse o melhor mês, seu rendimento cairia para 170,8%. Bastaria, contudo, errar apenas três vezes nesses pouco mais de cinco anos para ver seu ganho cair para 83%. Mas se chegasse a perder os seis melhores meses da Bolsa nesse período, então sua rentabilidade despencaria para 8,3%. Moriama diz que os investimentos em ações para aplicações de longo prazo fazem diferença na rentabilidade de sua carteira como um todo. Mas ele acrescenta: " Se o investidor não conhece e não consegue interpretar os eventos do mercado, a melhor coisa a fazer é tentar não se mexer, principalmente em épocas de crise". O risco, diz Moriama, é que caso ele se mexa e perca um movimento de recuperação do mercado, essa perda será bem dolorosa. O mesmo já não acontece, pelo menos em patamares tão grandes, com aplicações em renda fixa. No período analisado, o ganho acumulado do CDI (taxa de juro interbancária) foi de 209,18%. O melhor retorno mensal foi em janeiro de 1999, quando o CDI alcançou 3,29% de ganho no mês. Se perdesse esse mês de aplicação, contudo, o rendimento acumulado nesses cerca de cinco anos seria de 199,33%. Se chegasse a perder os seis melhores meses das taxas de juro, ainda assim a aplicação embutiria um ganho atraente, de 160,54%. Maior, por exemplo, que a variação do dólar no mesmo período que foi de 122,26%. "Isso prova, mais uma vez, que você deve direcionar suas necessidades de liquidez para essas aplicações", diz. Ou seja, o dinheiro para emergências tem que estar 100% em aplicações de renda fixa, as pós fixadas, que são ainda mais conservadoras. Os analistas concordam que o preço das ações estão em patamares bastante razoáveis devido a alguns impactos externos e o mercado de ações é apontado como uma boa alternativa de investimento. Mas, para saber se este é o melhor momento de entrar na Bolsa, avalie primeiro qual o prazo de sua aplicação. Só você poderá responder se essa é uma boa hora para comprar suas ações.
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A Bolsa e as dicas para 2007Se você espera encontrar neste espaço alguma “dica” de ação mude de página. Não perca seu precioso tempo. A autora deste blog definitivamente não acredita em “dicas”. A experiência que tenho na cobertura do mercado de capitais, trabalho que venho fazendo como jornalista há quase 20 anos (como o tempo passa!!!), mostra que a dica é o caminho mais curto para um desastre financeiro. Compre ações porque você tem um dinheiro que pode dispor no longo prazo e enxergou a oportunidade de se associar a um bom negócio a um preço razoável. Mas nunca porque ouviu de um parente, amigo, jornalista ou vizinho uma “dica” para ganhar muito dinheiro com ações. O mercado brasileiro tem empresas excelentes que entregaram um retorno expressivo aos seus acionistas nos últimos anos, mesmo passando por crises financeiras que derrubaram o preço das ações em bolsa. Em que pese as adversidades, essas empresas permaneceram na rota de expansão e crescimento do lucro, combustível para o preço de qualquer ação. 60 mil pontosUm relatório recente divulgado pelo banco Pactual, estima que o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, chegará a dezembro de 2007 sendo negociado a 60 mil pontos. Se comparado com o fechamento do Ibovespa de sexta-feira (43.427 pontos) o potencial de alta para o índice segundo os analistas do Pactual chega a 38%. Quem assina o relatório é Pedro Batista e o que ele está vendo é:O multiplo preço lucro (PL) das empresas que compõem o Ibovespa está entre os mais baixos das economias emergentes. Esse é um dos diversos múltiplos que os analistas calculam para estimar se uma ação está cara ou barata. No caso é o preço da ação dividido pelo lucro da empresa por ação. Quanto mais baixo mais barato.Batista também diz que o lucro das empresas brasileiras está em alta. Para 2006 ele estima que as empresas apresentem um crescimento no lucro na ordem de 14% (os balanços com os resultados do ano passado só começam a ser divulgados agora). Para 2007 ele estima um crescimento de 20%. Além disso, ele diz, a dívida líquida das empresas caiu substancialmente. Outro ponto que Batista chama atenção são os fundamentos macroeconômicos do país que estão melhores do que nunca. O risco país está baixo, a inflação sob controle e a economia crescendo, de forma tímida, mas crescendo.Ele espera ainda que os investidores locais fiquem cada vez mais ativos no mercado de ações, uma vez que as taxas de juro estão em queda. Os aspectos apontados por Batista estão no radar de boa parte dos analistas. Mas na média eles estimam uma alta de 20% para o Ibovespa este ano. Se as projeções forem confirmadas, será o quinto ano de alta consecutiva para a Bolsa brasileira. A conferir.
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Celular: um ralo no orçamentoHá cerca de três anos fui assaltada e um rapaz apontou uma arma para levar meu celular. Foi uma experiência horrível, tanto que resolvi passar um tempo sem celular. Bingo! Descobri que viver sem celular é muito fácil e, melhor, os quase R$ 700 que gastava mensalmente com a conta voltaram para o meu bolso. Desde então tenho ouvido muitas histórias sobre telefone celular, que muitos especialistas em planejamento financeiro apontam como um dos piores ralos do orçamento familiar. Nas mãos de jovens o problema é ainda pior. Escrevi na segunda-feira,15, na minha coluna do Valor Econômico uma história que ouvi recentemente de jovens que estão tomando sucessivos empréstimos para pagar a conta de celular. Recebi vários e-mails de pais e mães que estão com problemas parecidos. A repercussão foi tanta que estou publicando a coluna aqui no blog para quem não chegou a ler no jornal. O texto está abaixo. Uma gilhotina financeira para jovensA história foi contada por um rapaz que ainda não completou seus 20 anos de idade. Ele é um aluno aplicado de uma dessas escolas que formam oficiais para as forças armadas brasileira. Em geral são escolas excelentes, onde os alunos ficam de segunda a sexta-feira e vão para casa apenas no fim de semana. Esses rapazes recebem um pagamento mensal, uma espécie de bolsa de estudo que chamam de soldo. Além disso, não têm gastos com hospedagem, alimentação e outras despesas que sairiam de seus bolsos, caso estudassem numa universidade longe da casa de seus pais. Pois bem, segundo esse aluno, um grande número de colegas de escola está com sérios problemas financeiros e tomando sucessivos empréstimos. Como rapazes com apenas 20 anos de idade se metem em armadilhas financeiras dessas proporções? Sem shoppings dentro da escola, dedicando a maior parte do tempo a atividades escolares e esportivas que não custam nenhum centavo, e morando dentro da própria escola, como podem, esses rapazes, se envolverem em tantas dívidas? Esse é um público privilegiado, se comparado à massa de estudantes que tem que desembolsar uma boa grana em mensalidade para a faculdade, pagar transporte e ainda alimentação, isso para ficar apenas nas despesas básicas. Esse seleto grupo de estudantes poderia iniciar a vida adulta com um colchão financeiro que seria de grande valia para o seu sucesso pessoal e profissional futuro, no entanto, estão deixando escorrer pelos dedos uma pequena fortuna. A guilhotina financeira desses jovens é o telefone celular. Como prossegue a fonte, a conta de telefone dos rapazes é tão alta que o soldo que recebem é insuficiente para cobrir os custos. Ficar a semana toda longe da família e, principalmente, das namoradas exige um esforço adicional e é aí que entra o celular. Provavelmente, quando terminar os estudos, esse rapaz que hoje passa muito tempo na ligação do celular, vai se casar com a moça que hoje está do outro lado da linha. Então, vai dar início a uma família que um, dois ou três anos depois vai aumentar de tamanho com o nascimento de filhos. Como pai, ele vai se preocupar com a segurança e o futuro da prole. Vai querer garantir que os filhos estudem nas melhores escolas, vai querer comprar um bom imóvel para viver com a família, vai querer viajar nas férias enfim, uma série de demandas financeiras. Pressões financeiras que hoje não estão no horizonte desse rapaz, mas que vão chegar. E quando ele menos esperar, estarão sendo debitadas em sua conta corrente. Nesse momento, então, começar uma carteira de investimento será bem mais difícil. Além disso, será uma época em que se deve ser mais conservador, o que fará com que uma carteira de investimento tenha parcela menor em mercados de maior risco, como ações. Quando esse dia chegar, não só ele, mas também sua mulher - aquela menina que estava do outro lado da linha nas ligações telefônicas, agora já uma mulher de meia idade - vão sofrer mais do que seria necessário com problemas financeiros. O salário que não cobre o mês, as dívidas com cartão de crédito, o juro do cheque especial e, principalmente, os sonhos de consumo não realizados, poderão minar o bem estar dessa família. Agora veja o que poderia ser um final feliz para esta história. Em vez de pagar a conta de celular com o dinheiro ganho na escola ele faz a opção de pagar a ele mesmo. Como? Investindo mensalmente, durante esses quatro anos, R$ 350. No final dos quatro anos terá cerca de R$ 20 mil (aplicação com um ganho real de 8% ao ano). Se deixar esse saldo aplicado por mais dez anos sem nenhum aporte mensal terá ao final do período mais de R$ 40 mil. Mas se optar em continuar com as aplicações mensais pode chegar a R$ 105 mil. Isso numa simulação conservadora. Mas como é jovem poderá tentar mercados de maior risco que poderão retornos maiores. Veja, quem fez essa opção nos últimos anos, com taxas de juro bem mais altas, teria hoje quase R$ 200 mil (para quem iniciou a aplicação mensal de R$ 350 em janeiro de 1995). Um colchão financeiro e tanto para qualquer família. Iniciar a vida adulta com esta folga é um privilégio. Mas o melhor é que aprender a lidar com a escassez de recursos e, principalmente, com o planejamento financeiro pode ser de grande valia para toda a família, inclusive para os filhos. Isso porque essas crianças não estarão penduradas no telefone drenando os recursos da família, mas sim estarão envolvidas com atividades que vão render mais dividendos para sua saúde física, mental e financeira. Contas de telefone costumam ser um ralo no orçamento de qualquer família, dizem os especialistas em planejamento financeiro. No entanto, nas mãos de jovens podem comprometer um futuro e observe que não estamos apenas falando de dinheiro que escorre pelas mãos com o pagamento das contas. É uma questão de atitude.
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A incrível Índia e seus contrastes Quando falei com amigos que estava de partida para uma viagem à Índia, aqueles que já haviam visitado o país alertaram: é um país dos contrastes. Você vai ficar impressionada, garantiram. Engano. Não vi na Índia um país de contrastes. Nascida no Rio, contraste para mim é a Rocinha, uma das maiores favelas do mundo, lado a lado com os caríssimos apartamentos de São Conrado. Ou as casas penduradas no Vidigal separadas apenas por uma pequena via de um dos mais belos cinco estrelas do mundo, o Hotel Sheraton. Contrastes temos aqui no Brasil. Na Índia eu só vi pobreza. Definitivamente não vi contrastes. E conforme eu me afastava de Delhi, a capital indiana, mais pobreza. Situações tão extremas a que eu vi que me levaram a pensar em como são privilegiados nossos meninos e meninas de rua brasileiros. Duro de dizer, mas essas crianças que estão na rua no Brasil parecem alimentadas. Muitas das que eu vi na Índia pareceram famintas há dias. A Índia tem crescido a uma impressionante taxa média de 8% ao ano nos últimos três anos e a economia indiana é a 12ª maior do mundo, com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 775 bilhões, dados de 2005. A Índia, junto com o Brasil, China e Rússia, compõe o bloco dos chamados BRICs (sigla formada com as iniciais de cada um desses países). Esses países emergentes tornaram-se a sensação dos investidores internacionais na busca por retornos diferenciados com o crescimento dessas economias. Há fundos BRICs - que investem em ações e papéis de renda fixa desses países - sendo oferecidos a investidores nos mais diversos lugares do mundo.  Aí está uma das ruas da movimentada capital indiana  Ruas incrivelmente barulhentas, porque além da multidão, a regra lá é buzinar sempre  Educação, a chave de tudo A Índia ocupa um lugar de destaque. Muitos analistas dizem que o país pode ser comparado com a China de 15 anos atrás, ou seja, uma excelente oportunidade de investimento que deu retornos extremamente atraentes aos investidores que acreditaram no país naquele momento. Mas em Delhi eu conheci Richard Cooper, um prestigiado professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e ele tem mais dúvidas do que a maioria das pessoas em relação à Índia. O respeitado professor Coopers não se sente tão animado assim. A Índia, ele diz, está pelo menos 20 anos atrás da China. Mas a questão é por que a economia indiana está tão atrás? Segundo Coopers, porque a China investiu mais em educação básica. A Índia, ele diz, investiu em tecnologia e por isso hoje colhe bons frutos. Bangalore é considerada hoje o Vale do Silício indiano, centro de grande desenvolvimento de tecnologia da informação. Mas é uma ilha num país onde a pobreza reina. A opção de ter relegado a educação básica e optado pelos investimentos em tecnologia criou um cenário inusitado: um país de 1 bilhão de habitantes que se ressente da falta de mão-de-obra em Bangalore, por exemplo. Nesse mesmo país, 69% da população trabalhava no campo nos anos 80, o mesmo percentual da China. Hoje, na China, 46% trabalham no campo, enquanto na Índia permanecem os mais de 60%. Na China, mais de 90% dos jovens adultos sabem ler e escrever, enquanto na Índia eles são 71%. Além disso, os indianos têm em média três anos de estudos, enquanto os chineses possuem oito anos. O professor Coopers diz que a boa noticia é que a Índia passou a investir mais na educação básica. Muitos estudos têm sido divulgados mostrando que a educação é um dos principais pilares para sustentar o desenvolvimento econômico. Mas não só isso. Pesquisas realizadas na área de finanças pessoais também apontam para este caminho como a melhor herança que se pode deixar para as gerações futuras de forma a contribuir para seu sucesso pessoal.
 Ainda as ruas de Delhi  Aqui é a parte da capital chamada de old Delhi  Mas veja que lugar legal, um local turístico em que há um monumento mulçumano. Mas os indianos, na sua maioria são hindu ViolênciaNas ruas das cidades indianas, a violência que chega aos olhos dos visitantes não é a mesma que hoje se vê nas ruas do Rio e de São Paulo, protagonizada pelas facções criminosas. É uma violência, entretanto, que impressiona do mesmo modo. Ao contrário do que ocorre nos cruzamentos de trânsito no Brasil, não é medo que se sente ao ver a aproximação desses jovens, criancas e adolescentes, que batem no vidro do carro. Na Índia não há a expectativa de ser assaltado no sinal. A fome, carência e total falta de perspectiva nos olhos dessas crianças comovem e violentam de uma forma diferente. Para alguns economistas, as facções criminosas não encontraram ainda um terreno fértil na Índia por conta da forte formação religiosa de seu povo e porque a Índia não foi alvo, por enquanto, do narcotráfico. Além disso, as classes menos favorecidas têm menor contato com a ostentação de grupos mais abastados. Ainda são bem poucos os milionários na Índia. A última pesquisa de um banco estrangeiro aponta para algo em torno de 80 mil famílias com mais de US$ 1 milhão. Dessa forma, a sedução do consumo, que pode ser exacerbada na rotina dos indianos, tem um impacto limitado na avaliação desses economistas.
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Chegou a hora do mercado imobiliárioNa minha coluna de ontem no Valor falei sobre o mercado imobiliário. Os analistas estão convencidos de que os investimentos, de uma forma ou de outra, têm que passar por esse mercado nos próximos três anos. Há muito o que falar sobre o setor. Vou reproduzir partes da coluna e prometo voltar ao assunto em breve. Já marquei algumas conversas com especialistas para aprender mais sobre o tema. O investimento em imóvel foi um péssimo negócio nos últimos anos. Com taxas de juro extremamente altas, imobilizar qualquer valor representou um custo de oportunidade altíssimo. De dezembro de 1994 a dezembro de 2006 o ganho acumulado do CDI (a taxa de juro praticada no mercado interbancário e que serve de referência às aplicações de renda fixa) foi de 544%, segundo dados da Economática. É difícil encontrar um imóvel que tenha valorizado tanto. Pode existir, mas são casos raríssimos. Mas agora chegou 2007, com taxas de juro bem mais baixas e, o que é ainda melhor, sinalizando novas quedas. Como costuma dizer um especialista no assunto, Sergio Beleza, da corretora Coinvalores: “ O predador natural desse mercado é a taxa de juro e está saindo de cena”. “Depois de 15 anos de paralisia, a construção civil nunca esteve num momento tão favorável de renascer como agora”, diz Fábio Silveira, economista da RC Consultores. “Mas o movimento está começando agora”, acrescenta. Um dos mais completos relatórios do setor de construção atualmente no mercado, assinado por Carlos Firetti e Marcos Suzaki da Bradesco Corretora, diz que investir no setor é acreditar na continuidade da queda das taxas de juro nos próximos dois anos, o que levaria ao aumento do financiamento imobiliário. Segundo os analistas da Bradesco, uma taxa de juro anual prefixada de 10% seria suficiente para desencadear um aumento na demanda por crédito imobiliário. “Depois de 15 anos de paralisia, a construção civil nunca esteve num momento tão favorável de renascer como agora”, diz Fábio Silveira, economista da RC Consultores. “Mas o movimento está começando agora”, acrescenta. Um dos mais completos relatórios do setor de construção atualmente no mercado, assinado por Carlos Firetti e Marcos Suzaki da Bradesco Corretora, diz que investir no setor é acreditar na continuidade da queda das taxas de juro nos próximos dois anos, o que levaria ao aumento do financiamento imobiliário. Segundo os analistas da Bradesco, uma taxa de juro anual prefixada de 10% seria suficiente para desencadear um aumento na demanda por crédito imobiliário. No relatório da Bradesco Corretora, as indicações são para as ações das empresas Cyrela e Rossi. A Cyrela, dizem os analistas da Bradesco, ainda está barata (negocia com múltiplos atrativos), está capitalizada e tem uma administração bastante experiente, o que deve permitir que a empresa capture melhor o potencial de crescimento do mercado. Os analistas da Bradesco também gostam das ações da Rossi, que acham ainda mais baratas, no entanto observam que sua velocidade de vendas tem se mostrado baixa (33,3% dos lançamentos até o terceiro trimestre) e a empresa pode ser penalizada se não houver recuperação. Também é possível investir em imóvel comprando ações de empresas que são fornecedoras de materiais para a construção civil. Como diz o analista Eduardo Pirani Puzziello, da Fator Corretora, no relatório que assina sobre o setor: “Na corrida do ouro, ganha quem vende picareta”. Puzziello recomenda a compra de ações da Duratex PN e Eternit ON. Outro caminho bastante eficiente são os fundos imobiliários. A Caixa Econômica foi o primeiro grande banco a colocar em suas prateleiras fundos imobiliários para o varejo, com aplicação inicial de R$ 1 mil. Lançado em 2003, as cotas do fundo Torre Almirante (que tem em sua carteira um enorme prédio do centro do Rio) acumulam uma valorização de cerca de 60%. Esses fundos são diferentes dos modelos tradicionais que o investidor conhece. São fundos fechados, ou seja, eles abrem um determinado período para a venda de um limitado número de cotas. Vendidas as cotas, o fundo é fechado e se quiser sair você precisará vender suas cotas no mercado secundário. Esses papéis são negociados na Bolsa de Valores (www.bovespa.com.br). O ganho para o investidor ocorre por meio da valorização das cotas, que tem a tributação de renda variável sobre o ganho de capital. Mas também há o ganho com o aluguel do imóvel. Isso mesmo, na prática o fundo opera como se você tivesse comprado um imóvel e alugado. “Mas é um modelo mais refinado”, diz Paulo Dutra Moraes, gerente de produtos da Caixa. “Você tem um time de profissionais que escolhe o imóvel e ainda faz a gestão do aluguel”, diz. Além disso, pode fazer seu investimento mesmo com quantias baixas, não precisa ter o valor total do imóvel. No caso do fundo Torre Almirante, o ganho mensal com aluguel está em torno de 1% e, o que é melhor, ganho isento de IR. “O produto teve grande aceitação e certamente vamos colocar outros em mercado este ano”, diz Moraes.Você que está prestes a assinar um financiamento para os próximos 20 anos prefixando a taxa em 14%, precisa avaliar com cuidado suas opções e fazer contas. Talvez pague uma taxa menor se esperar alguns meses mais.
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Conversa com analistasNesta segunda-feira, às 11h da manhã, estarei no programa L&L na All TV (www.alltv.com.br). Eu e ajornalista Adriana Aguilar, autora do livro "A vida como ela é...só que com mais dinheiro", vamos entrevistar Marco Gazel, da Questus, e Pedro Galdi, do ABN-Amro. Os dois analistas vão falar sobre as oportunidades de investimento para 2007, mercado de ações e imóveis. O programa é interativo. Se quiserem vocês podem enviar suas perguntas.
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Meninas Iradas O livro “Meninas normais vão shopping, meninas iradas vão à Bolsa”, de minha autoria e da também jornalista Andrea Assef, foi para a segunda edição em menos de um mês de lançamento. A corretora Geração Futuro nos procurou para utilizar o nome Meninas Iradas num clube de ações. Nós, depois de consultar a CVM, autorizamos a utilização do nome desde que:
1- O clube só invista em ações de empresas socialmente responsáveis; 2- o clube destine parte de sua taxa de administração para um projeto de educação financeira de mulheres de baixa renda que a Letras & Lucros, a Abcred e o IETS estão organizando; 3- o clube tenha um conselho de notáveis com poder de veto de ações de empresas que não sejam socialmente responsáveis.
Todas as condições foram aceitas e a Geração Futuro lançará o clube na próxima semana.
O programa de educação financeira está focando, neste primeiro momento, as mulheres que tomam recursos em operações de microcredito. São mulheres empreendedoras e nós acreditamos que elas sejam excelentes multiplicadoras e conseguirão, dessa forma, agregar valor nos negócios que estão criando, além de conseguir manejar melhor o orçamento doméstico e educar seus filhos financeiramente.
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Ganho acumulado de 775% em cinco anosA Carteira Valor acumula uma valorização de 775% desde que foi criada em 2001. Nesse mesmo período o ganho do Ibovespa foi de 191%. No ano de 2006, o ganho acumulado pela Carteira Valor foi de 47,85%, período em que a alta do Ibovespa foi de 32,93%. Na edição de ontem, o jornal Valor Econômico trouxe a carteira Valor para janeiro. Trata-se de um trabalho feito pelos economistas do Valor que formam uma carteira a partir da recomendação de dez corretoras. Cada corretora monta sua própria carteira e os economistas do Valor reúnem então das dez mais votadas para formar a carteira Valor. A carteira com as recomendações para cada mês é publicada sempre na primeira semana do mês. A Carteira Valor recomendada para janeiro é:Petrobras PN (PETR4)
Gerdau PN (GGBR4)
Bradesco PN (BBDC4)
ALL Unit (ALLL11)
Lojas Americanas PN (LAME4)
Cemig PN (CMIG4)
CCR Rodovias ON (CCRO3)
CPFL Energia ON (CPFE3)
Klabin Segall ON (KSSA3)
Banco do Brasil ON (BBAS3)
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Perdi um postMinhas habilidades em TI ainda são bem precárias e, na tentativa de ajustar um texto que escrevi, acabei apagando todo o post e seus comentários. Lembro que tinham algumas perguntas sobre ações específicas, mas não consigo lembrar quais eram. Assim, aqueles leitores que tinham deixado algumas questões, se ainda tiverem dúvidas, por favor, reescrevam. De qualquer forma estou colocando uma listagem de relatórios que recebi recentemente de corretoras com as recomendações e um breve resumo. A carteira recomendada da corretora Agora é a seguinte:Petrobras PN (PETR4) – preço alvo R$ 62,40 ALL Units (ALL11) – preço alvo R$ 28,00 CVRD ON (VALE3) – preço alvo R$ 82,23 Gerdau PN (GGBR4) – preço alvo R$ 53,84 Usiminas PNA (USIM5) – preço alvo R$ 123,92 Lojas Americanas PN (LAME4) – preço alvo R$ 149,26 Klabin Segall ON (KSSA3) – preço alvo R$ 26,94 CPFL Energia ON (CPFE3) – preço alvo R$ 41,78 VCP PN (VCPA4) – preço alvo R$ 55,00 Bradesco PNA (BBDC4) – preço R$ 119,9 Itaú Holding PN (ITAU4) – preço R$ 92,81 Suzano Petroquímica PN (SZPQ4) – preço alvo R$ 5,60 Corretora LinkA Link soltou um relatório reforçando sua recomendação de compra para as ações PNs da Petrobras (PETR4), com preço alvo projetado de R$ 60. Os analistas da Link disseram que foi muito positiva para a empresa a notícia de que a Petrobras encaminhou à ANP declarações de comercialidade de 19 áreas nas bacias do Espírito Santo, Campos e Santos. “Esta é uma boa notícia porque corrobora o potencial a ser explorado pela companhia em território brasileiro e fundamenta o seu potencial de crescimento nos próximos anos”, dizem os analistas da Link. Outra recomendação de compra da Link é para a Cosan (CSAN3) com preço alvo de R$ 48,00 e para a CPFL Energia (CPFE3), com preço alvo de R$ 40,00. Corretora FatorA Fator reiterou sua recomendação de ATRAENTE e preço-alvo de R$ 70,00 para as ações da Eletrobrás. “Nossa preferência é pelas ações ordinárias da empresa, pois existe a possibilidade de que a solução do pagamento dos dividendos em atraso seja inclusa na reestruturação da empresa”, dizem os analistas no relatório. ATENÇÃOPreço alvo é o preço projetado pelos analistas para as ações da empresa. Eles fazem cálculos projetando crescimento do lucro da empresa e avaliam qual seria o preço justo para a ação. Mas não é garantia de que a ação chegará no patamar estimado. Trata-se de uma estimativa. A íntegra dos relatórios pode ser obtida nas corretoras e antes de colocar a mão no bolso para comprar suas ações o ideal é que você compare a opinião de vários analistas, lendo a íntegra dos relatórios.
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Os melhores investimentos para os filhos em 2007Os pais querem sempre saber qual o melhor investimento para os filhos e quanto mais eu leio sobre este tema, mais vejo que investimento para crianças requer pouco ou até mesmo nenhum dinheiro. Trata-se mais de atitude, de ter tempo para seus filhos e de, principalmente, não delegar essas funções. E o que geralmente ocorre é o inverso. Os pais passam tanto tempo cuidando dos seus próprios interesses, como a carreira, por exemplo, que acabam dedicando pouca atenção a seus filhos. Na semana passada a Academia Americana de Pediatras soltou dez recomendações que os adolescentes deveriam adotar como resolução de Ano Novo. Uma forma de investimento para os filhos é, sem dúvida, ajudá-los a perseguir essas recomendações.As recomendações da Academia Americana de Pediatras para crianças acima dos 13 anos de idade são:1. Coma pelo menos uma fruta e um vegetal todos os dias e reduza a quantidade de refrigerantes que você bebe. 2. Cuide bem do seu corpo com atividades físicas e boa nutrição. 3. Escolha programas de TV e video games não violentos e passe no máximo duas horas por dia com essas atividades. 4. Participe de programas voluntários de ajuda aos menos favorecidos. 5. Retire do seu vocabulário expressões negativas sobre você mesmo, como “eu sou muito burro” ou “eu não consigo”. 6. Quando se sentir estressado ou com raiva dê uma parada e encontre formas construtivas de lidar com esse estresse, como praticar exercícios, ler ou discutir seu problema com os pais e/ou amigos. 7. Quando estiver para fazer uma escolha difícil converse primeiro com seus pais sobre suas escolhas. 8. Seja cuidadoso com as pessoas com as quais você se relaciona e sempre trate qualquer pessoa com respeito e sem violência. 9. Resista a pressões para usar drogas ou álcool. 10. Se um de seus amigos estiver usando drogas converse com um adulto para tentar arranjar uma forma de ajudá-lo.
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Carteira CBN tem alta de 33,5% em 2006A carteira CBN em 2006 teve um desempenho bastante próximo ao do Ibovespa, o principal índice do mercado de ações. No ano, a carteira acumulou uma alta de 33,5%, no mesmo período o ganho do Ibovespa foi de 32,9%. No mês de dezembro, o ganho da carteira CBN foi de 7,2%, enquanto a variação do Ibovespa registrou uma alta de 6,1%. Os destaques da carteira em 2006 foram: Lojas Americanas, com ganho de 70,2%. Em segundo lugar está Usiminas, com um ganho de 54,9%. Em terceiro lugar aparece Copel com alta de 47% e em quarta colocação as ações da Gerdau com ganho de 38,5%. Lojas Americanas e Copel foram indicações da Link Corretora. Já Usiminas foi indicação de Marcos Melo, da Agora e Gerdau foi indicação de Luiz Bins, da Geração Futuro. Gerdau permanece nas indicações para 2007. Esta é uma empresa que nos últimos anos percorreu um caminho de sucesso e os analistas continuam bastante otimistas com a empresa. Todas as cinco corretoras consultadas indicaram Gerdau num primeiro momento. Como R$ 10 mil viraram meio milhão de reais Nos últimos dez anos, o ganho real (acima da inflação) das ações da Gerdau foi de cerca de 4.500%. O que significa que uma única aplicação de R$ 10 mil em 1996 nas ações da empresa chegariam a 2006 a quase meio milhão de reais. Nesse período, o País enfrentou sérias crises, a economia não cresceu ou cresceu pouco e ainda assim a Gerdau seguiu o seu caminho, conquistando um espaço relevante no mercado internacional. Note que a Bolsa de Valores no Brasil sentiu fortemente os efeitos das crises financeiras internacionais da segunda metade da década de 90, deflagradas pelas economias asiáticas e ainda crises por conta dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 ou a crise eleitoral brasileira em 2002. Quem se manteve fiel à aplicação, acreditando no negócio em que investiu não tem do que reclamar, foi, como se vê, fortemente recomendado. Para quem vê o mercado de ações como uma oportunidade de se associar às boas empresas, há um celeiro de empresas bem geridas e em franca expansão que os analistas acreditam que serão bem sucedidas nos próximos anos. Desempenho da carteira CBN em 2006
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Como fica a carteira CBN para 2007As duas últimas recomendações para a carteira CBN em 2007 foram feitas por Kelly Neander, analista da SLW Corretora. Kelly indicou Pão de Açúcar (PCAR4) e Tractebel (TBLE3). As ações do Pão de Açúcar, segundo Kelly, tiveram uma performance fraca este ano e acumulam uma queda de 3%. A queda era ainda maior, mas os papéis começaram a se recuperar nas últimas semanas e devem prosseguir com esta recuperação em 2007, segundo Kelly. É uma empresa que tende a se beneficiar com o crescimento econômico. O esperado crescimento brasileiro também deve favorecer as ações do setor de energia e, por isso, a segunda recomendação da corretora SLW vai para as ações da Tractebel, a segunda maior geradora privada de energia do País. A SLW não possui relatórios próprios de análises e por isso não tem a estimativa de preço alvo para esses papéis.A carteira CBN Brasil completa para 2007 fica então:
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