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Analistas do Citigroup apontam as ações ganhadoras com o real forte


Os analistas do Citigroup acabam de soltar um relatório extenso sobre as implicações da valorização das moedas na América Latina. Eles atribuem os fortes retornos com ações na América Latina, em parte à valorização das moedas regionais, principalmente o peso colombiano e o real no Brasil.


No estudo, os analistas do Citigroup apontam as ações que devem se beneficiar de um real forte. Basicamente, os grandes beneficiários são as ações de companhias aéreas e algumas do setor de Telecom. As perdedoras são as ações cíclicas, especialmente aquelas de empresas de commodities do setor químico, açúcar e papel e celulose.

As ações que eles colocam como beneficiárias de um real forte são: Positivo, Gol, TAM, Ambev, Cesp, Tim e Telemar Norte Leste. As perdedoras são: Embraer, São Martinho, Cosan, Suzano papel, VCP, Braskem, Suzano Petroquímica, Perdigão, Sadia e Eletrobrás (veja a tabela abaixo).


As empresas Suzano, Klabin, Aracruz e VCP têm boa parte de suas receitas em dólar e apenas uma pequena fatia dos seus custos está na moeda americana, por isso estão na ponta das que mais sofrem com o real valorizado. O mesmo ocorre com Braskem e Suzano Petroquímica. A Ultrapar, segundo o relatório do Citigroup, é a petroquímica que menos sofre com a valorização do real, devido a diversificação de sua base de ativos.
As empresas mais expostas a um real forte são as empresas São Martinho e Cosan. Uma queda do dólar para R$ 1,70 poderá provocar uma queda no Ebitda (geração de caixa) dessas empresas de 32% e 26% respectivamente.

As estimativas dos analistas do Citibank são de que se o real se apreciar para o patamar de R$ 1,70 por dólar, a TAM terá um amento de 10% no seu lucro e a Gol de 16%.

As empresas de telefonia móvel devem ser mais beneficiadas por um real forte do que as fixas, segundo o relatório.







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Um portal para o investidor

A CVM lançou o portal do investidor. Trata-se de um portal com muito conteúdo para apresentar o mercado de capitais aos brasileiros. Chega num momento extremamente oportuno.
Se você pensa em comprar ações, fundos de investimento ou fazer qualquer outra aplicação financeira precisa conhecer o portal do investidor (o link está abaixo).
Entrar em mercados apenas porque eles estão em alta, ou seja, embalado por euforia pode se revelar um desastre. É importante que você conheça bem os riscos e oportunidades de cada aplicação antes de desembolsar seu dinheiro.
A Bolsa oferece excelentes oportunidades de ganhos no longo prazo. No entanto, já era assim mesmo em 2002 (ou melhor, principalmente naquele momento), em que o índice Bovespa era negociado a 9 mil pontos.
No entanto, ninguém queria ouvir falar em Bolsa. Agora, que o Ibovespa é negociado a mais de 50 mil pontos, brasileiros que não fazem a menor idéia do que se trata esse mercado fazem filas para comprar ações diretamente no “home broker” ou por meio de fundos.
O maior risco não é a Bolsa cair. Pois Bolsa de Valores tem quedas e altas. Um movimento conhecido como volatilidade. Então que ela vai cair não é novidade, em algum momento cai mesmo e no futuro sobe e assim ocorre historicamente. O problema é que há um novo contingente de investidores chegando apenas embalados por altas do passado e sem a menor noção do que os espera no futuro.
No portal do investidor há entrevistas, jogos e alertas sobre riscos do investimento e de fraudes também. Vale a pena conferir.

http://www.portaldoinvestidor.gov.br



Bolsa há muitos anos....



Bolsa hoje. Não há mais pregão físico, apenas eletrônico...

*Fotos cedidas pela Bovespa

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Olha a grama do vizinho!!!



Casa dos donos da "Dolce&Gabana" no mediterrâneo, segundo informou um marinheiro local. Não chequei a informação. Mas que casa hein!!!



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Esqueça a grama do vizinho

Uma pesquisa do professor Erzo F.P. Luttmer, da universidade de Harvard, mostrou que ter vizinhos mais ricos está associado a uma queda de bem estar. Há evidências estatísticas, segundo ele, de que quanto mais nossos vizinhos prosperam menos feliz nós ficamos.
É difícil identificar o mecanismo pelo qual a riqueza do vizinho reduz a sua felicidade. No entanto, observe que um aspecto já identificado por outras pesquisas, conhecido como comparação, deve ter um peso importante neste sentimento.
Ficar se comparando com quem quer que seja não contribui em nada para aumentar sua riqueza e, pior, ainda faz com que você não dê o real valor às suas próprias conquistas.
Por isso, se for para se comparar procure figuras como Bill Gates ou Warren Buffet, os dois homens mais ricos do mundo. Dessa forma, a distância é tão longa que você vai perceber o quanto é bobagem esse tipo de comparação.

Abaixo o link para a íntegra da pesquisa.

vizinhos ricos.pdf

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Em vez de dar um carro, ensine seu filho a dirigir o orçamento


Tornou-se uma tradição entre as famílias brasileiras dar um carro de presente ao filho quando ele entra para a faculdade. Para muitas famílias, não é uma tarefa simples. Mas ainda assim vale o esforço. Afinal, ver a felicidade do filho ao entrar finalmente no seu próprio carro não tem preço, não é mesmo?


Não. Tem preço sim. E neste caso o preço inclusive é mais alto do que a prestação do carro. Toda vez que você faz um consumo presente está abrindo mão de algo no futuro e, neste caso, trata-se do futuro de seu filho.


Um carro vale literalmente a independência financeira dele. Veja bem, não estamos apenas falando de dar uma força para quando terminar a faculdade, mas fundamentalmente resolver uma das questões mais importantes para a geração do novo milênio: a longevidade.


Seu filho vai viver num mundo sem empregos, sem previdência oficial e com custos de saúde extremamente altos. Além disso, tudo indica que ele viverá muitos anos a mais que você. Portanto, não poderá cometer muitos erros na gestão pessoal do orçamento. Ocorre que um dos grandes erros ele está cometendo na partida, quando recebe o ambicionado carro.


Ter um carro significa que seu filho terá custos, justamente num momento em que ele não tem receita. Além disso, uma única aplicação do dinheiro do carro seria suficiente para que seu filho chegasse à idade madura como um milionário.


Num exercício rápido, projete os cerca de R$ 20 mil que você desembolsaria num carro e calcule quanto o valor engordaria numa aplicação que pagasse uma taxa média de 8% ao ano acima da inflação nos próximos 30 anos. Isso significa R$ 201 mil. Ou seja seu filho chegaria aos 48 anos com um bom dinheiro em caixa, e poderia facilmente manter esse dinheiro aplicado para a aposentadoria. Olhando mais adiante, ele poderia se aposentar aos 60 anos com mais de meio milhão de reais, sem ter feito nenhum aporte adicional. Observe que, para a geração dele se aposentar aos 60 anos, precisará ter em caixa um bom dinheiro guardado, pois vai viver por longos anos.


Mas a situação do seu filho poderá ser ainda melhor se você acrescentar à aplicação inicial uma quantia de R$ 100 mensais e perseguir a mesma taxa de retorno de 8% ao ano. Neste caso, seu filho terá seu primeiro milhão aos 44 anos. Agora pense em você mesmo hoje e reflita se não seria interessante estar nesta situação, com esse valor em caixa.


O melhor, contudo, é que ao adiar a posse do carrão ao seu filho, você ainda contribui para que ele coloque as mãos ao volante com mais maturidade.


Esta é outra excelente razão, pois você vai ensiná-lo a fazer suas próprias conquistas e ainda a entender que, para ter despesa, é necessário primeiro criar a receita. Caso contrário, a conta não fecha. É impressionante o número de jovens que crescem sem ter esse conceito básico em mente e, não tenha dúvidas, a maior parcela da culpa é dos pais, que nunca se preocuparam em colocar em prática um conceito que será útil a ele por toda a vida.


O aumento das despesas sem uma contrapartida na receita pode ser perigoso para o bem-estar de sua família. Ao comprar o carro para o seu filho, mesmo que à vista, você vai causar um impacto importante no seu orçamento mensal. Se não se preparou para essa nova despesa, terá problemas no futuro pois, além do custo de manutenção do carro (combustível, impostos e seguro, para ficar nos clássicos), você ainda tem o aumento natural de despesa com a entrada do seu filho na faculdade.


Todas essas reflexões são importantes. Mas chame seu filho para partilhar desse momento pois este sim será um grande presente. Você o estará ensinando a fazer escolhas e, juntos, vocês certamente vão tomar a melhor decisão para todos.

*Coluna que escrevi para o jornal Valor Econômico e publicada no jornal no último dia 9.




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Mais respostas

Todas as perguntas postadas no blog serão respondidas. Mas peço um pouco de paciência, vou colocar em blocos. Amanhã publico a segunda parte, ok?



Talvez essa tenha sido a receita de sucesso da Coréia do Sul, onde não apenas o governo incentivou o ensino fundamental, como as famílias participaram intensamente do processo.


Flavio, você tem toda a razão. Eu estou convencida, depois de ler vários estudos, que a educação vem antes de tudo, até mesmo do que a distribuição de renda. Dê boa educação a seu povo e a distribuição de renda vai certamente melhorar. Quanto a Coréia, a revista Veja publicou um extenso material sobre o tema, mostrando em detalhes a receita coreana, em fevereiro de 2005.



O texto remonta à questão: será que o sucesso profissional compensa o fracasso familiar? Será que trabalhar tanto para dar tanto conforto e bens materiais à família compensa? Não é melhor trabalhar menos e se dedicar mais aos filhos?


Luiz, está aí uma questão fundamental e que todos temos que parar para refletir. Mesmo aqueles que não têm filhos ou estão solteiro devem se perguntar: estou fazendo o que gosto? Estou dedicando tempo à minha vida pessoal? Trabalhar, principalmente quando se faz o que gosta é muito bom, no entanto deve-se sempre observar o equilíbrio. É fundamental distribuir nosso tempo contemplando também horas com a família, amigos, enfim, lazer. Isso nos ajudará, inclusive, a sermos mais produtivos no trabalho.



Adoro os seus comentários, seja na TV Cultura, na CBN ou no Valor. Valeu pelos bons conselhos. Só gostaria de comentar sobre a matéria do apartamento na Barra da Tijuca. Para efeito de comparação, muitos apartamentos em SP têm preços iguais ou superiores ao da Barra da Tijuca mostrada no blog, sem possuir a bela vista da praia, banheira de hidromassagem, ou estátuas na entrada...Infelizmente para os paulistanos

Oi Milton, você tem razão essa é uma situação comum nos lançamentos imobiliários em qualquer lugar do mundo. Chamei atenção para o texto da Piauí como exemplo e também porque a matéria está muito bem escrita, vale a pena a leitura.



Como acessar o "Os casais que escolheram ..."?
Cliquei no link e não tive sucesso.


H Morgan o site da revista Piauí é www.revistapiaui.com.br . Entre o no site e procure a edição de fevereiro da revista.


Mara, concordo com você, mas em qual segmento não existe essa propaganda enganosa?
Lembra do "Banco que não parece Banco"?


Caio, mas isso não justifica que os bancos também recorram a esse expediente. Além disso, estamos falando de uma relação fiduciária, as bases do relacionamento com o banco pressupõem confiança.



Há cerca de 1 mês você mencionou ao C.A. Sardenberg sobre o problema que os aparelhos tipo Blackberry estavam causando na estrutura familiar dos americanos e como as crianças reclamavam que seus pais não largavam o tal aparelho até na hora do jantar. Lembra-se disso? Na ocasião você chegou a mencionar que tinha um estudo feito sobre como esse comportamento estava afetando os filhos.... Queria saber se tem como você me passar um .PDF desse estudo ou um link da matéria... Desde já te agradeço! Sudações,


Gália, a matéria saiu no Wall Sreet Journal (www.wsj.com) no dia 8 de dezembro de 2006 com o título “BlackBerry Orphans”.
Diz a reportagem que as crianças estão sofrendo com a dependência dos pais dos seus blackberrys. Chega a ser um novo membro da família e os filhos estão morrendo de ciúmes. Os pais interrompem o jantar para checar e-mails, e reduzem o seu tempo livro porque ficam respondendo e-mails do trabalho em casa. Enfim, o aparelho está aumentando a tensão familiar.


Sou sua ouvinte da cbn e sempre ouço você falar em empresas que pagam dividendos mensais. Você teria uma lista dessas empresas? Já foi publicado algum texto sobre esse tema no seu blog ?

Aline, os bancos, em geral pagam dividendos mensais. Não fiz nenhuma matéria para o blog, mas pedi para que fizessem um levantamento dessas empresas e prometo publicar em breve.


Vendi um imóvel e arrecadei um pouco mais de 200mil reais. Se aplicado a 1% am este capital me daria uma renda de aprox. 2mil/mês. Nos meus planos retiraria 1 mil por mês e reaplicaria o resto. Mas como conseguir isso numa aplicação de renda fixa? e o IR? e as taxas? Parece que na verdade não consigo 1%ao mês liquido, é isso?
Eduardo, sua dúvida é tão interessante que cheguei a escrever uma coluna para o Valor sobre este tema. Abaixo está a íntegra do texto que foi publicado em 16 de abril. Abaixo está a íntegra da coluna:


Ganho seguro de 1% ao mês é hoje história da carochinha
A vida não está nada fácil para os milhares de brasileiros que nos últimos anos viveram de renda. Acostumados a ter mensalmente um retorno médio de 1,72% nos últimos 12 anos (taxa média ao CDI no período), a classe média rentista que se criou no país está atônita em busca de um porto seguro, mas que continue a entregar um ganho mensal de 1%. Uma quantia que nem chega a ser lá essas coisas, uma vez que no Brasil esse público conseguiu ganhos de até 2% ao mês com a aplicação mais conservadora: os títulos do governo federal.
Agora, com a taxa de juro em queda, a situação é outra e tende a ficar mais difícil para o rentista brasileiro. Isso porque, se quiser manter esse nível de rentabilidade terá, necessariamente, de buscar aplicações de maior risco. "Vendi um imóvel e arrecadei um pouco mais de R$ 200 mil. Se aplicado a 1% ao mês, este capital daria uma renda de aproximadamente R$ 2 mil ao mês", diz um leitor. "Nos meus planos, retiraria R$ 1 mil por mês e reaplicaria o restante. Mas como conseguir isso numa aplicação de renda fixa? E o imposto de renda? e as taxas? Parece que na verdade não consigo 1% ao mês líquido, é isso?", pergunta.
Sim, é isso mesmo. Os tempos de ganhos tão expressivos, sem a necessidade de tomar risco, parecem ter ficado mesmo no passado. Portanto, 1% ao mês hoje num fundo DI é praticamente impossível, uma vez que a taxa mensal do CDI está em 1% e desse retorno bruto você precisa descontar a taxa de administração e o IR.
Se o fundo DI em que você mantém suas aplicações estiver entregando um retorno maior do que esse, desconfie. Porque provavelmente ele possui em carteira papéis de maior risco, como títulos privados. Aliás, esta é uma outra novidade para o investidor brasileiro.
Os fundos de renda fixa, que nos últimos anos trabalharam com suas carteiras concentradas em títulos do governo (o risco mais baixo com a taxa mais alta) precisam agora diversificar a carteira atrás de rentabilidade. Assim, os papéis do governo passaram a ceder espaço para títulos de empresas (risco maior do que o do governo, mas com um potencial de retorno também maior). Esse movimento tende a se intensificar, pois ainda que esteja em queda, o nível das taxas de juro brasileiras ainda é muito alto se comparado aos padrões internacionais, mesmo para uma economia emergente como é o caso do Brasil.
O que aconteceu no país da última década é uma anomalia. É realmente incrível que o brasileiro tenha sobrevivido a taxas de juro tão altas. Essa taxa, verdadeiro nirvana para o investidor, asfixiou o crescimento econômico, roubou empregos e quebrou muitas empresas endividadas na última década. Por isso, ela é insustentável
Dessa forma, o que hoje parece difícil a muitos investidores, ficará ainda mais complexo nos próximos meses e anos se a economia entrar cada vez mais nos trilhos da normalidade. Pois, a expectativa é de que a taxa básica de juro da economia fique ainda menor. Isso quer dizer que, para ganhar um retorno atraente, o brasileiro precisará aprender a investir e, como não tem essa tradição, terá de se dedicar um pouco ao tema para não se aventurar em terrenos desconhecidos com promessas de ganhos fáceis e rápidos.
O cardápio para a diversificação de suas aplicações no Brasil não traz tantas alternativas como aqueles oferecidos aos investidores no exterior. No entanto, as opções já foram mais escassas e tendem a aumentar cada vez mais com a redução da taxa básica de juro. Portanto, é necessário conhecer melhor o mercado de ações e também o de renda fixa.
Na própria carteira de ações, você poderá ter uma diversificação, com uma fatia das aplicações em empresas de maior risco, outra em companhias mais estáveis e uma parcela em ações de boas pagadoras de dividendos, só para citar um exemplo.
Na renda fixa, você pode começar alongando o prazo de suas aplicações e diversificando os títulos pelos emissores dos papéis, para citar um outro exemplo.
Você também conhecerá aplicações que nunca antes tinha ouvido sequer o nome, mas que começarão a aparecer nas prateleiras dos bancos e no cardápio do seu consultor de investimento. É saudável que você se informe, conheça os produtos e até inicie com algumas pequenas aplicações. Mas antes de sair correndo atrás de quem lhe acenar com promessas de ganhos seguros de 1% ao mês, tenha em mente que no Brasil de hoje essa é uma história da carochinha. É possível ter ganhos de 1% ao mês sim, mas não mais virá das mãos confiáveis e generosas do governo como foi em mais de uma década.
E o que ainda é mais relevante. Você precisará criar o hábito de reavaliar sua carteira periodicamente. Mas não para ficar pulando de uma aplicação para outra atrás da maior rentabilidade. O fundamental, quando estiver analisando sua carteira, é responder a seguinte pergunta: a diversificação atual das minhas aplicações está me deixando mais próximo dos meus objetivos de investimento?


Ouvi hoje seu comentário na CBN, sobre um livro que compara a situação do trabalhador sob várias formas de contratação (empregado celetista, cooperado, sócio da empresa, terceirizado, pessoa jurídica etc.). Não consegui pegar o nome do livro. Você poderia me informar?
Cláudia, o nome do livro é Guia Valor Econômico de Pessoas Jurídicas, de Cesar Felício e Adalberto Trípoli Brabosa. Trata-se de um guia para as novas relações de trabalho. Aborda desde questões de impostos a direitos trabalhistas em diversas situações.



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Palestra na Saraiva

Vou fazer uma palestra para os funcionários da Editora Saraiva e soube que o evento é aberto ao público em geral, desde que se inscrevam. A palestra é na terça-feira, 15. Quem quiser aparecer para conversar, os dados estão abaixo.


DATA: 15/05/2007, terça-feira

PALESTRANTE: MARA LUQUET

HORÁRIO: Início: 19h00 Término: 21h00

LOCAL: Auditório da Disal - Av. Marquês de São Vicente, 182 – Barra Funda

(mesma rua da Saraiva, em frente ao Fórum Trabalhista Ruy Barbosa e próximo ao Tribunal Regional de e à estação metrô Barra Funda), com estacionamento gratuito no local.

INSCRIÇÕES: Até o dia 14.05, pelo e-mail recursoshumanos@saraiva.com.br

TEMA: Finanças Pessoais (administrando compras, dívidas e investimentos).



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Os melhores gestores


A Standard & Poor’s (S&P), a maior agência de classificação de risco do mundo, anunciou nesta semana quem são os Top Gestão 2007.
O Top Gestão é um produto da S&P que escolhe os gestores de fundos de investimento que têm maior consistência de resultado. A eleição é feita anualmente em mais de 60 países. No Brasil, a S&P faz a classificação com exclusividade para a ValorInveste, a revista de investimentos do jornal Valor Econômico.
A revista chegou às bancas nesta semana, com uma ampla reportagem de capa sobre investimentos em imóveis.
A reportagem sobre os Top Gestão traz entrevista com os eleitos que dão a receita de seu sucesso, basicamente uma filosofia voltada para a preservação de capital.
Observe que os gestores eleitos não são necessariamente aqueles que têm os fundos de maior rentabilidade. Mas fundamentalmente são os que acertam mais do que erram e, no prazo dos últimos três anos, apresentaram performances acima da média do mercado.



No Brasil, os eleitos são:

Roseli Machado
Fator Administradora de Recursos

Luciane Ribeiro
ABN-Amro Asset Management

Alexandre Mathias
Unibanco Asset Management (UAM)


Alexandre Vitorino
Votorantim Asset Management (VAM)

Walter Mendes
Itaú

José Alberto Tovar
Arx

Rodrigo Xavier
UBS Pactual

Newton Rosa e Marcelo Assalin
Sul América Investimentos

Maurício Levy
Fama Investimentos

Robert Van Dijk e Luis Roberto Zaratin
Bradesco Asset Management (BRAM)

Ettore Marchetti
Hedging-Griffo


*Importante: O Top Gestão não é um ranking. Todos os eleitos estão na mesma faixa de avaliação.

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Novas Respostas


Indique uma corretora para investir?

Fabrício, não posso indicar uma corretora. Esse é um trabalho que você mesmo terá que fazer, que é pesquisar. Alguns pontos importantes que você deve considerar na escolha de uma corretora:
Checar na Bovespa e na CVM se é de fato um agente autorizado a operar.
Faça uma pesquisa na internet para ver se há alguma notícia contra ou a favor da corretora.
Qualidade dos relatórios de análise que sua corretora envia.
Transparência.
Quem são os sócios? Já estiveram envolvidos em problemas com a Justiça?
Por fim custos. As taxas cobradas pela corretora estão na média do mercado?


Em virtude dos ultimos recordes do IBOVESPA , achei a escolha dos papéis p/ o mês de maio bem defensiva. Na minha opinião os papéis da Petrobras ainda não deram o salto esperado em virtude dos problemas na Bolívia , o momento me parece bom para aplicar neste papel.



Os problemas com a Bolívia têm reflexos sim, mas segundo algumas análises que tenho lido não é o responsável pela queda. O preço do petróleo, alta nos custos e despesas da empresa são fatores mais importantes. O momento é interessante para comprar o papel (como está num post abaixo) porque se trata de uma empresa bem avaliada pelos analistas. No próximo dia 11 (sexta-feira) a Petrobrás vai anunciar seu resultado do primeiro trimestre do ano. A expectativa é de uma queda no lucro. Se não se confirmar pode ser um ingrediente para alta do papel. Mas se a queda for maior do que o esperado o papel poderá sofrer novas baixas.


Mara, estou tentando comprar o seu livro "Guia Valor Econômico de Investimentos em Ações", porém está muito difícil, nenhuma livraria online tem em estoque, poderia me dar uma dica de onde comprá-lo, ou se consigo direto com a editora?

Marcel, no site da editora Letras & Lucros (www.editoraletaselucros.com.br) há uma livraria online. Mas realmente você terá que esperar um pouco uma nova reimpressão que deverá sair em breve. Uma alternativa é o livro Você tem mais coragem do que imagina. Trata-se de um pequeno guia para iniciantes no mercado de ações cuja edição eu e a jornalista Andrea Assef coordenamos.


Acho que os fundos de previdência privada são muito caros! O governo dá a "elisão" fiscal, mas parece que só beneficia os bancos com as taxas altíssimas.
Parece semelhante ao empréstimo consignado. Onde só beneficia os grandes bancos que praticamente "roubam" dentro da lei os nossos pobres velhinhos. Quando teremos fundos com taxas condizentes com a realidade?
Já pesquisei os principais bancos e todos cobram taxas parecidas.



Damião, você está certo, as taxas desses fundos são muito altas mesmo e por vezes comem todo o ganho fiscal. Os bancos só vão baixar as taxas na hora em que os clientes se recusarem a aplicar em produtos tão caros. Mas pelo visto não é o caso, pois esses fundos continuam captando muito. Provavelmente são investidores menos informados.
Uma maneira de encontrar produtos mais baratos e pedir para que o RH de sua empresa negocie com o banco em seu nome. Reúna um grupo de colegas de trabalho que queiram investir em converse com a pessoa do departamento de recursos humanos que possa negociar com o banco. Há casos em que o RH consegue uma taxa de carregamento de zero e ainda baixam a taxa de administração para 2% ou até menos.


A maior dúvida que tenho ao investir em ações é definir o momento de venda. Não sei bem como definir o preço alvo. Como posso estudar melhor este assunto?

Mário, a resposta é: leia os relatórios dos analistas. Os analistas são os profissionais responsáveis por estudar as empresas e dar um preço para suas ações. Há excelentes analistas e outros nem tanto. Você só vai conseguir fazer uma seleção dos melhores com o tempo, avaliando o índice de acerto de cada um.
Nos relatórios de empresas que eles fazem, sempre dão uma indicação de compra, venda ou manutenção e ainda dizem qual o preço esperado para o papel.

Na prática qual a diferença entre ações de governança 1 e 2 e do novo mercado?

Você pode ver em detalhes as exigências para que a empresa seja listada em cada uma dessas faixas no próprio site da Bovespa (www.bovespa.com.br). Mas basicamente é o que vai diferenciar é o nível de transparência e alinhamento de interesses com acionistas minoritários. Por exemplo, no Novo Mercado (a faixa de maior avanço) só entram empresas que tenham apenas ações ON (aquelas com direito a voto e que, por lei, tem o chamado “tag along”, que é o instrumento pelo qual os minoritários têm direito ao mesmo valor pago ao controlador em caso de venda da empresa).


“O fato de não serem vistos carros do ano, ou de luxo, nos pátios de universidades pode ser um indicativo de que os professores preferem investir em viagens, livros, tecnologia, ou em um sítio, uma casa praia. Por outro lado, carrões, ou apartamentos com supérfluos (como os discutidos em post anterior aqui no blog), podem ser vistos como uma necessidade de ostentação. Carrões e apartamentões também podem ser frutos de uma inversão de valores, como reflete, por exemplo, a escola da meninha de classe média que perguntou à mãe se não iriam esquiar nas férias”.


Eliane, o comentário do pesquisador acredito que foi só uma brincadeira dele. Concordo plenamente com você. Eu também não acho que carrões sejam um indicador de riqueza, até porque a maioria deles é financiado e nesse caso é do banco. Esse mesmo professor de Ohio disse que vai fazer uma pesquisa para avaliar as causas da construção de um patrimônio. Ele especula que itens como tolerância ao risco, capacidade de espera para realização de um desejo e habilidade para aceitar ou rejeitar influenciais sociais são aspectos importantes.
Observe este último item: habilidade para aceitar ou rejeitar influencias sociais. É uma pista muito interessante porque muita gente acaba abrindo mão de construir um patrimônio que vai lhe dar conforto ao longo da vida apenas para ostentar uma riqueza que não possui. Entram em dívidas com financiamentos, cartões e cheque especial para trocar de carro, comprar TV e celular, enfim um monte de coisas que drenam recursos.


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Carteira Valor para maio

Na semana passada, dia 3, a edição do jornal Valor econômico trouxe a recomendação dos analistas para a carteira Valor em maio. Os papéis indicados são:

Petrobras PN
Gerdau PN
ALL Unit
Lojas Americanas PN
Itaúsa PN
Bradespar PN
Banco do Brasil ON
CPFL Energia ON
CVRD PNA
Bradesco PN



A rentabilidade da carteira Valor no mês de abril foi de 4,14%, apesar do ganho perdeu para o principal indicador da Bolsa, o Ibovespa que em abril exibiu um ganho de 6,88%. No acumulado do ano, contudo, o ganho da carteira Valor é de 14,02% e supera o Ibovespa que apresenta um retorno de 10,08%. No período dos últimos 12 meses, a carteira Valor também bate com folga o Ibovespa e apresenta um ganho de 39,24%, ante um Ibovespa com valorização de 21,29%


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Mara Luquet – Jornalista e sócia da Editora Letras & Lucros, que publica a revista Legado e é especializada na edição de livros de finanças pessoais. Autora dos livros "O Assunto é dinheiro", em parceria com o jornalista Carlos Alberto Sardenberg ; "Aposentada ficava sua avó", em parceria com a jornalista Andrea Assef e "Tristezas não pagam dívidas".
Trabalhou como editora de Investimentos e Carreira no jornal Valor Econômico, no caderno Folha Invest, da Folha de S.Paulo e na revista Veja. Foi repórter da Gazeta Mercantil e da revista Exame. Também escreveu três guias Valor Econômico: de Finanças Pessoais; de Mercado de Ações; e de Planejamento da Aposentadoria, todos publicados pela Editora Globo.

e-mail:
mara.luquet@cbn.com.br

ATENÇÃO: O Blog Mara Luquet tem por finalidade apenas informar e partilhar experiências com o leitor. O material aqui publicado não deve ser interpretado como sugestão de investimento ou como uma oferta de compra e venda de qualquer título de valor mobiliário ou outro produto financeiro

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