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  Mara Luquet
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Uma sexta-feira muito divertida


Confesso que estava com medo do que esses meninos aprontariam comigo. Mas foi muito legal essa conversa. Adorei a experiência.
Fim de expediente é isso: reunir os amigos, conversar sobre o país, as tendências, a crise, as conquistas, a semana, o bom, o nem tanto, e o que fazer no fim de semana. É estar com amigos numa conversa bem humorada. E como a audiência do programa é enorme e tem a participação direta do ouvinte por meio do chat e de e-mail, a sensação é de estar numa mesa de bar, depois do trabalho numa sexta-feira, conversando com o Brasil inteiro, pelo menos com aquela parte do Brasil que trabalha, dá duro, mas não perde o bom humor e a esperança.








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Fim de expediente

Agora vejam só:
um é ator da Globo; o outro é economista e gestor de sucesso; e o terceiro é autor de dois best sellers...

e eu que sou a jornalista é que vou ser entrevistada???? Tem alguma coisa errada aí...

Hoje eu estarei no Fim de Expediente, o programa do Dan, do Teco e do Zé na CBN às 19h.
Vocês podem enviar perguntas ao vivo, mas só se forem fáceis. Por favor, nada de swap do ptax!!!


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Cheque pré-datado é uma navalha?


Eu acho que sim. Já me cortei algumas vezes e nos últimos anos abandonei completamente o uso do cheque. Isso porque sou completamente incapaz de me organizar financeiramente com talões de cheque na bolsa.
Mas ontem, quando comentei com Sardenberg uma matéria que saiu no Valor, mostrando um estudo do Banco Central com o custo do cheque, dois ouvintes brigaram comigo. Disseram que cheque pré-datadao é inofensivo.
Será que eu sou uma exceção?

Segundo o estudo do BC, o pagamento feito com folha de cheque custa R$ 3,11, enquanto por meio de transações eletrônicas o custo é de R$ 1,46.
Na mesma matéria, assinada pelo jornalista Altamiro Silva Junior, uma pesquisa da Visa diz que as pessoas entrevistadas afirmam que a maior vantagem de continuarem usando o papel é por causa do cheque pré-datado.

No meu caso, cheque pré-datado me levou a falência por duas vezes. Cheque nunca mais.


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“Você sabe de onde vem o dinheiro”?


A pergunta foi feita a uma menina de 12 anos de idade, numa pizzaria nos jardins em São Paulo durante um final de tarde. Impecavelmente vestida, carregando uma bolsa e celular último tipo, a jovem estranhou a minha pergunta.
“Não sei não. Hum...Acho que é do trabalho”, arriscou.
“Mas você gosta de gastar dinheiro, não?”, uma nova pergunta foi endereçada a mesma menina.
“Gastar? Eu a-do-ro gastar dinheiro!!!”, desta vez a resposta veio rápida, sem hesitação, não foi necessário pensar.
Mas por que será que essa moça, no começo de sua juventude, gosta tanto de gastar dinheiro? Teria ela tantas demandas de consumo para desfrutar tamanho prazer ao gastar dinheiro?
“Gosto de gastar dinheiro porque me sinto rica”, esclareceu a menina.
No passado as crianças queriam ser professores, médicos, advogados etc. Mas hoje elas querem ser ricas.
Ser rico é o desejo de 75% das crianças americanas, segundo um levantamento apresentado pela professora Juliete Schor no livro Born to Buy, ainda sem edição em português. A julgar pelo diálogo acima, no Brasil não deve ser muito diferente.


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Aposentadoria


Os canadenses têm mais medo de procurar um investimento para garantir a aposentadoria do que ir ao dentista. Já os neozelandeses pensam pouco sobre o assunto, cerca de 30% das famílias daquele país gastam mais do que ganham. Entre os americanos, quatro em cada dez não guardam um centavo para o dia em que pararem de trabalhar. E entre os japoneses, 71% deles não têm nenhum conhecimento sobre ações. E você, o que pensa sobre aposentadoria?

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Vamos pensar...

Se eu soubesse qual a melhor ação, ou o melhor mercado, para deixá-lo rico, estaria eu trabalhando num feriado? Estaria eu escrevendo esse blog com a melhor “dica” do dia ou da semana? E ainda deixando você acessá-lo sem cobrar um tostão por isso?

Este é um blog de uma jornalista econômica e não de uma analista financeira. Jornalistas pesquisam informações, entrevistam especialistas, vão atrás da notícia e a transmitem ao público de forma que todos entendam, ou seja, numa linguagem clara. Somos treinados para isso.

Assim como um jornalista que cobre saúde não pode fazer cirurgias, um jornalista econômico também não pode sair por aí dizendo para você comprar ou vender ações, imóveis, dólar, ou seja lá o que for.

Desconfie seriamente se um dia eu começar a falar invista aqui ou ali. Aliás, desconfie de qualquer um, mesmo um consultor credenciado, que dê respostas simplistas.
Seu dinheiro é coisa séria, muito séria. Escolher investimentos também.

Algumas certezas:

1-Você não vai ficar milionário pulando de uma aplicação para outra.


2-Gestores profissionais contam com equipes de analistas, softwares e pesquisas para operar mercados e ainda assim não é sempre que acertam.


3-Ninguém que ligue para sua casa oferecendo uma forma infalível de ganhar muito dinheiro pode ser levado a sério.


4-Todo investimento tem risco e retornos mirabolantes refletem riscos igualmente altos.


Assim, vamos começar a ponderar alguns aspectos.



1-Se você quiser jogar todo o seu dinheiro em “apostas” esse é um problema seu. Ninguém tem rigorosamente nada a ver com isso. Mas, por favor, faça isso de forma consciente, sabendo que está entrando num jogo e pode ter “sorte” ou “azar”.


2-Mas se você quiser investir bem o seu dinheiro procure informações de qualidade. Avalie seus objetivos, suas características pessoais, suas necessidades de caixa, enfim, seu perfil como investidor e então faça a sua carteira.


3-O mérito do seu sucesso como investidor é todo seu. Não o repasse a ninguém. No entanto, a responsabilidade pelos erros também é toda sua.





Proteja suas economias!!!

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Melhores e Piores

Mark Mobius, a estrela dos mercados emergentes, falou no Congresso Anbid sobre a importância de diversificação e mostrou as seguintes tabelas para reforçar sua tese. O retorno ds bolsas dos mercados emergentes varia muito de ano para ano. Nenhum mercado conseguiu até agora repetir por dois anos consecutivos a melhor performance. Rússia e Turquia foram até agora as únicas bolsas que conseguiram aparecer mais de uma vez como a melhor performance, mas ainda assim não ocorreu de forma sucessiva. Houve um intervalo de tempo razoável.

As melhores






As piores






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Preocupação com os investidores


Começou hoje o 4° Congresso Anbid com o tema: “A internacionalização do mercado”.
Embora o tema central esteja focado na possibilidade de investir no mercado internacional, neste primeiro dia há muita discussão sobre risco (tema do segundo painel) e também a chegada de um novo contingente de investidores no mercado de fundos.
O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marcelo Trindade, fez uma palestra muito interessante chamando a atenção dos gestores para suas responsabilidades e desafios agora que as taxas de juro estão em queda. Ele disse que agora o gestor terá que ser bom não apenas na compra de títulos públicos. E observou que o gestor era muito bem remunerado para isso, uma vez que as taxas de administração de fundos de renda fixa concentrados nesses papéis chegavam a mais de 3% ao ano.
Agora o gestor vai ter que entregar retorno sem a generosidade do governo que nos últimos anos fez a parte mais difícil: pagar taxas de juro muito altas. Essa discussão será de fato muito interessante a patir de agora.

O presidente da Anbid, Alfredo Setubal, chamou a atenção para o desafio de informar bem o investidor. Essa é, nas plavras do próprio Setubal, uma dívida do mercado de fundos com seus cotistas. “O grande desafio é vender ao pequeno investidor”, diss ele. “Ainda estamos devendo ao pequeno investidor”. Embora o mercado de fundos tenha feito avanços importantes nos últimos anos, a venda ao varejo ainda não tem a clareza e a transparência necessária, nas palavras do próprio presidente da Anbid.

A Anbid é a associação que reúne os gestores de recurso e é realmente um bom sinal que esteja preocupada com essa nova fase do mercado brasileiro.


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Impostos, impostos, impostos


Ontem falei sobre tributação de IR nos ganhos com ações. Vamos esclarecer alguns pontos.



Foram duas as informações:



1- A Receita Federal na última sexta-feira acabou com a farra dos fundos exclusivos. Alguns bancos estavam fornecendo um produto para adiar recolhimento de IR. Se você tivesse ações que comprou no passado e quisesse vendê-las teria que pagar um IR brutal porque as ações se valorizaram muito nos últimos anos. Então alguns bancos sugeriam o seguinte: abra um fundo exclusivo com as ações que você possui e só venda depois que elas estiverem na carteira do fundo. Isso porque, quando aplica por meio de fundos você só paga IR quando resgata do patrimônio do fundo. Assim, você fazia o aporte dos recursos do fundo com as ações e não com dinheiro. Mais, integralizava com as ações a preço histórico, ou seja, o preço que pagou por elas. Assim, não precisava pagar imposto.

2- Agora, contudo, para integralizar as ações no fundo, o investidor terá que fazer pelo valor de mercado dos papéis, ou seja, o quanto estão sendo negociadas na Bolsa. Se tiver lucro, vai ter que recolher imposto.

3- Outro assunto que falei é sobre a isenção de IR para quem negocia por mês um valor abaixo de R$ 20 mil. Veja, só pagamos IR quando vendemos as ações, ou seja, no resgate da aplicação. Nesse caso se você teve lucro de R$ 100, mas movimentou na venda mais de R$ 20 mil vai ser tributado em 15% sobre esse ganho. No entanto, se o valor total da negociação (venda + lucro) não alcançou os R$ 20 mil então você está isento.

4- Observe, contudo, que na sua declaração de IR tem que constar a operação. Você declara na parte de rendimentos isentos.



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A lógica do dinheiro

“...a maioria das pessoas é de uma incompetência atroz para avaliar o seu melhor interesse econômico, mesmo quando bem informada e com tempo para aprender. Diante de um dilema econômico simples, o mais provável será elas tomarem uma decisão errada em função da racionalidade limitada (decorrente de preconceitos ou emoções enganosos) ou de erros de cálculos básicos (incapacidade de calcular probabilidades e taxas de desconto). Os psicólogos também identificaram o fenômeno do desconto da miopia, a preferência do ser humano por uma recompensa maior e mais tardia em vez de uma recompensa menor e mais imediata – mas que é irresistivelmente rifada quando a recompensa menor é iminente.”


Esta análise foi escrita pelo historiador britânico Niall Ferguson no livro "A lógica do dinheiro", que acaba de ser lançado no Brasil pela editora Record. Não se trata de um livro de finanças pessoais, mas quem faz aplicações financeiras e toma decisões econômicas diariamente (como, quanto vou gastar ou guardar? Compro ou não compro? Financio ou compro à vista?) precisa ler. Ele faz reflexões importantes, com lastro em uma extensa pesquisa histórica que vai de 1700 a 2000, sobre previdência, mercado de ações, mercado de títulos, enfim, muito atual. Ferguson faz uma análise das relações entre as instituições e a economia. É um livro denso, com 627 páginas, precisa gostar de ler. Mas se você visitou este blog certamente gosta de ler.


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  PERFIL
   
 

Mara Luquet – Jornalista e sócia da Editora Letras & Lucros, que publica a revista Legado e é especializada na edição de livros de finanças pessoais. Autora dos livros "O Assunto é dinheiro", em parceria com o jornalista Carlos Alberto Sardenberg ; "Aposentada ficava sua avó", em parceria com a jornalista Andrea Assef e "Tristezas não pagam dívidas".
Trabalhou como editora de Investimentos e Carreira no jornal Valor Econômico, no caderno Folha Invest, da Folha de S.Paulo e na revista Veja. Foi repórter da Gazeta Mercantil e da revista Exame. Também escreveu três guias Valor Econômico: de Finanças Pessoais; de Mercado de Ações; e de Planejamento da Aposentadoria, todos publicados pela Editora Globo.

e-mail:
mara.luquet@cbn.com.br

ATENÇÃO: O Blog Mara Luquet tem por finalidade apenas informar e partilhar experiências com o leitor. O material aqui publicado não deve ser interpretado como sugestão de investimento ou como uma oferta de compra e venda de qualquer título de valor mobiliário ou outro produto financeiro

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