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"Resolver a vida até os 30"!!!

A namorada de um leitor, que escreveu um comentário no post do dia 26, quer resolver a vida até os 30. O problema é bem maior do que ela está pensando. Nós e principalmente eles que estão nos seus 20 e poucos, vamos ter que resolver a vida até os 100 ou mais!
As pessoas não estão prestando muita atenção no novo paradigma de longevidade e isso vai ser um perigo.
Ou você começa a se planejar para a vida toda ou terá supresas na festa nos 60, 80 etc etc

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...really excel...excel? Sell? Sell, sell, sell!!!

goodbye...bye? Buy? Buy? Buy, buy, buy!!!




Esta imagem foi capa da revista The Economist no auge da crise de 1997. Foi a melhor tradução de mercados que eu já vi.



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Agora vamos ver quem é investidor....

O Ibovespa fechou hoje com uma queda de 3,76%. Chegou a cair 6% durante o pregão de hoje.
Chegou a hora de ver quem é que gosta mesmo de risco e quem tem apenas fogo de palha. Bolsa sobe, mas também cai.
Quem entrou na euforia só para reforçar o efeito manada vai ter pesadelos hoje. E se o mercado continuar caindo vai tremer, suar frio e resgatar o dinheiro. Resgate com prejuízo, é claro, porque certamente pagou mais pelas ações nas semanas anteriores, quando a Bolsa batia recordes.
Agora quem é investidor deve estar neste momento lendo os relatórios dos analistas para ver se tem alguma coisa boa que ficou barata. Abaixo anexei um relatório do Fator que aponta duas empresas que registraram queda, mas não tiveram mudanças nos fundamentos e, portanto, estão com recomendação de compra.

totvs.pdf


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Morar com os pais?


Um leitor quer conquistar a independência financeira. Ele mora com os pais em um imóvel próprio. Seu pai ainda possui outro imóvel que está alugado. "Quero morar sozinho, ou melhor, eu e minha esposa, e conquistar minha independência financeira e para isso preciso de R$ 100 mil", diz o leitor. "Estou em dúvida do que fazer", acrescenta. Ele sabe que a proposta que fizer ao pai será aceita. "Ele vai fazer tudo para me ajudar", diz o leitor. Mas ele pondera: "Não quero também receber as coisas sem que tenha um esforço meu", conclui. As opções apresentadas pelo leitor são:
Peço que meu pai venda o imóvel que hoje está alugado, me dê o dinheiro e, então, começo a pagar a ele uma quantia fixa, sem a cobrança dos juros, até que venha quitar a dívida?
Faço a compra do imóvel que é do meu pai por meio de uma linha de crédito com bancos a taxa de cerca de 11% ao ano, ele continua recebendo o aluguel e eu vou pagando as prestações desta linha de crédito e fico com o dinheiro que ele recebeu?
Por último, pensei em pegar um consórcio de uma carta de crédito já contemplada e continuar pagando o restante.
"Qual dessas seria melhor opção?", quer saber o leitor.
Os analistas que tiveram acesso a esse caso são unânimes: o melhor passo em direção à independência financeira é continuar morando com os pais mais alguns anos. Quando decide sair da casa dos pais ele, na verdade, está indo na direção oposta da independência financeira. "Quando ele vai morar sozinho, ele está buscando uma outra independência, mais privacidade, porque é claro que não é fácil continuar morando com os pais depois de casado", diz Marco Gazel, sócio da M2 Investimentos, empresa de consultoria financeira pessoal.
Sair do zero para R$ 100 mil não é um caminho trivial e o leitor terá de fazer esforços. Se for morar sozinho, o esforço financeiro terá de ser maior. Isso porque terá de assumir uma série de despesas, não é apenas a prestação do apartamento ou o aluguel do imóvel. Acrescente a essa conta despesas com impostos, luz, telefone e condomínio, só para ficar nos gastos mensais mais básicos.
É certo que morar com a sogra não é uma das opções mais agradáveis. Por isso, é fundamental traçar uma estratégia que tenha começo meio e fim. Afinal, também para seus pais, essa não é uma situação confortável.

*Esta é parte de uma coluna que escrevi na edição de ontem do jornal Valor Econômico.

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As jabuticabas e o mercado

Quero escrever uma coluna sobre as jabuticabas do mercado financeiro. Jabuticabas porque só encontramos no Brasil e não porque são doces. Mas só consigo lembrar de duas.

1- Título de capitalização é uma jabuticaba.
Conheço uma história real de um executivo estrangeiro que chegou para comandar a subsidiária do banco no Brasil, Quando aqui chegou foi apresentado aos títulos de capitalização e foi taxativo: este banco não é cassino e isso é jogo, portanto naquele banco não se venderia os tais títulos. Ocorre que depois de um ano ele percebeu que o brasileiro a-do-ra títulos de capitalização e a concorrência que não se incomodava estava vendendo o produto a rodo e engordando o lucro.
Assim, não restou outra alternativa. Passou a vender e vende até hoje os títulos de capitalização.

2- Outra jabuticaba é ação PN.
Só existe no Brasil. Os investidores estrangeiros estranham porque não conhecem nada parecido em seus mercados. O maior problema das PNs é que elas não trazem um alinhamento de interesses entre acionistas minoritários e controladores. As ações ON, por lei, embutem o chamado “tag along”, que é a divisão do prêmio pago ao controlador em caso de venda da empresa. Assim, quem tem ON pode vender suas ações por pelo menos 80% do preço que o controlador da empresa vendeu os seus papéis. Já os preferencialistas ficam a ver navios e quando ocorre uma venda da empresa, em geral o preço de suas ações despenca.

Não consigo lembrar de outras jabuticabas. Alguém lembra?


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Um ativista em governança chega ao Brasil

Conversei na semana passada com um dos mais importantes ativistas no campo da governança corporativa no mundo: William Browder, gestor do Hermitage Fund, um “hedge fund” que é o maior investidor internacional em ações da Rússia. Browder chegou ao Brasil e comprou ações de uma empresa brasileira.
Ele não revela qual a ação. Ainda. Promete revelar em breve. Vale a pena acompanhar os passos desse gestor no País. Ele diz que chega para fazer barulho nesta área de governança.
Sua experiência na Rússia ficou famosa. Browder foi proibido de entrar naquele país. Há cerca de sete anos ele analisou meticulosamente numerosos dados obscuros de registros de valores mobiliários russos e fez um elaborado dossiê em que mostrava como os administradores russos da petroleira Gazprom vinham transferindo os ativos da empresa para entidades controladas por amigos e parentes. Depois ele partilhou suas descobertas com jornalistas do Wall Street Journal, Financial Times e BusinessWeek.
Os jornalistas passaram a publicar uma série de histórias em torno dos problemas de governança corporativa observados na Gazprom. O episódio resultou na demissão do CEO da empresa e foi o catalisador das reformas da companhia. Enquanto isso, os investimentos da Browder na Gazprom cresceram dez vezes, passando de US$150 milhões para US$ 1,5 bilhão.

Governo

No Brasil ele já esteve duas vezes e promete voltar ainda este ano em muitas outras ocasiões. Suas impressões sobre o país: “O governo brasileiro é mais honesto do que o russo, e as pessoas que encontrei estão verdadeiramente empenhadas em melhorar o ambiente para investimentos”, diz Browder.

Empresas

Quanto às empresas brasileiras, Browder diz que há dois extremos: “há companhias que estão no Novo Mercado e que são verdadeiramente empresas world class em governança corporativa”, diz ele em referência a faixa de negociação da Bovespa onde estão ações de empresas que adotam princípios de governança acima dos exigidos por lei. “Mas há também companhias muito ruins com várias classes de ações. A pior coisa em governança corporativa no Brasil é a ausência de tag along”, acrescenta Browder.


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Debêntures BNDESPAR


Termina nesta segunda-feira, 23, o prazo de reserva para as debêntures da BNDESPAR.
É a maior operação de venda de debêntures para a pessoa física realizada até agora, superando a oferta feita pela própria instituição em dezembro do ano passado.
Os papéis também serão vendidos ao pequeno investidor, com aplicações mínimas a partir de R$ 1 mil.
Debênture é um título de renda fixa. Neste caso, emitido pela empresa de participações do BNDES. Há dois tipos de papel: um indexado à inflação e outro prefixado (quando você conhece previamente o retorno total do título). A taxa de juro embutida no papel só será conhecida depois que terminarem as ofertas dos investidores institucionais (fundos, seguradoras ertc).
Os analistas dizem que se trata de uma boa oportunidade para o investidor, pois como o BNDES é controlado pelo governo, o risco do papel é semelhante aos dos títulos do Tesouro Nacional. Por isso é importante comparar a taxa paga nos papéis do Tesouro com vencimento semelhante aos das debêntures da BNDESPAR.
Só para se ter uma idéia, as Letras do Tesouro Nacional (LTNs, papéis prefixados) de vencimento mais longo, em 2009, eram vendidas na semana passada a uma taxa de 10,75% no Tesouro Direto - sistema de negociação via internet de títulos públicos. Já a Nota do Tesouro Nacional série F (NTN-F) - também prefixada, mas que paga juro semestral - com o mesmo vencimento do papel do BNDES, pagava uma taxa de 10,80%.
Comprar debêntures da BNDESPAR também pode ser uma boa oportunidade para o investidor se acostumar a esse título que tende a ganhar mais espaço nas carteiras dos investidores.
As debêntures sempre foram um instrumento importante de captação de recursos para as empresas. No entanto, nos últimos dez anos, as empresas tinham pouco espaço para emitir papéis, afinal o menor risco do mercado, o governo federal, era o principal emissor e pagava taxas altíssimas. Assim, ficava muito difícil competir no mercado com o governo pela preferência do investidor. Com a queda nas taxas de juro esse é um cenário que deverá mudar.

Mais informações sobre a oferta da BNDESPAR no site do BNDES, no link abaixo.

http://www.bndes.gov.br/empresa/debentures/default.asp


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O que vem depois?

O mundo econômico parou para analisar a terrível tragédia com o avião da TAM. Não é só um problema da companhia, mas de toda uma nação que chora comovida.
Alguns analistas, que antes recomendavam a compra de ações das duas companhias aéreas - TAM e Gol – soltaram relatórios colocando em revisão suas projeções para as comapanhias (abaixo anexei um relatório da Fator sobre Gol e TAM).
Conversei com vários analistas econômicos e essa é uma tragédia que ultrapassa o setor aéreo (ver manchete e cobertura do jornal Valor Econômico de hoje que traz um extenso balanço).

Essa tragédia terá um impacto por toda a economia, a começar pelo humor e otimismo do povo brasileiro que foi duramente abalado por essa explosão.


Sinto como se as autoridades que liberaram a pista de Congonhas e os responsáveis por todo esse caos aéreo estivessem sentados na cabine de comando do avião da TAM arrastando aquelas 180 pessoas para a morte.

Uma tragédia em todos os sentidos. É duro, duríssimo, ver uma mãe chorando porque perdeu seus dois filhos, ou a outra que perdeu suas duas filhas e a própria mãe e tantas outras famílias com essa dor dilacerante que atinge a todos nós. Essas mulheres agora têm que juntar os cacos de uma vida inteira que foi duramente destruída. É muito cruel.
Perdemos quase 200 brasileiros no auge de suas vidas. O que dizer diante desse quadro? Para mim a melhor tradução desta tragédia foi o Dan, do Fim de Expediente, quem fez:xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

TAM.pdf


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Pais & Filhos


Uma reportagem publicada no jornal Valor Econômico hoje, assinada pela jornalista Stela Campos, diz que os executivos e executivas brasileiros andam preocupados com os filhos. A razão dessa apreensão, segundo a jornalista, não diz respeito ao futuro financeiro de sua prole. “Muito pelo contrário, os descendentes destes homens e mulheres de sucesso têm praticamente tudo o que querem ou precisam. De uma educação de alta qualidade ao mais ínfimo desejo consumista. Mas é justamente aí que mora a raiz da dor de cabeça de seus pais. Os jovens bem nascidos hoje não são expostos a muitos desafios e com isso correm o risco de não desenvolver, assim como eles, algumas características fundamentais de liderança”.
Esses dados fazem parte de uma ampla pesquisa realizada com 743 homens e 222 mulheres, de grandes empresas brasileiras, na qual 82% admitiram estar insatisfeitos com seus papéis como pais. O levantamento foi realizado pela pesquisadora Betania Tanure, professora da Fundação Dom Cabral e será compilado no livro "Sucesso e (In) Felicidade" (editora Campus), com lançamento previsto para agosto.
Os executivos e executivas, diz a pesquisa, enfrentam jornadas diárias que podem ultrapassar as 12 horas, sem contar o tempo gasto com deslocamentos, viagens e jantares de negócios, fica difícil conciliar na agenda lotada um espaço para os filhos.
Não é a primeira vez que um jornal de economia e negócios aborda o tema. Recentemente uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal, um dos mais influentes do mundo, dizia que filhos de executivos americanos estavam com problemas por conta do uso incessante de BlackBerry por seus pais. O título da reportagem: “Órfãos do BlackBerry”. Os pais levam o BlackBerry para casa e não param de acessar o aparelho para cehcar e-mails.
A principal reclamação é: os pais passam tanto tempo ganhando dinheiro que sobra pouco tempo para ficarem junto aos seus filhos. O problema é que pesquisadores mostram cada vez mais que a presença do pai é fundamental para o sucesso futuro do filho, pessoal e profissional. E agora?



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Escrevi esta coluna no Valor há quase três anos. Mas ontem, depois de uma conversa com uma amiga, lembrei muito desta música.


Planejar aposentadoria é muito mais do que juntar dinheiro

Mara Luquet
18/10/2004





Acabou a hora do trabalho

Começou o tempo do lazer

Você vai ganhar o seu salário

Pra fazer o que quiser fazer

O que você gosta e gostaria

De estar fazendo noite e dia

Ler, andar, ir ao cinema, brincar com seu neném

E até mesmo trabalhar também

Quando quiser, se assim quiser

Se assim quiser, como quiser"

O músico Arnaldo Antunes não vende planos de previdência privada, mas conseguiu traduzir com brilhantismo o real significado da aposentadoria nos dias de hoje na canção "Se Assim Quiser", em seu mais recente disco "Saiba". Fez isso sem recorrer a cálculos e planilhas mirabolantes a respeito de quanto você poderá ter economizando durante anos uma determinada quantia, aplicada a uma certa taxa de juro.

Esses cálculos são interessantes porque brincam com a imaginação das pessoas. Elas vêem a renda ser multiplicada em segundos, apenas com a mudança de alguns números na planilha eletrônica. O problema é que simulações não passam de simulações. Nada informam sobre os percalços que certamente vão aparecer no caminho.

E, mais relevante do que a própria questão financeira, há um ponto na aposentadoria ao qual poucas pessoas prestam atenção: o impacto psicológico causado pela mudança. Na verdade, a questão financeira até que está bem resolvida, já que hoje o mercado oferece produtos de ponta para o aumento do patrimônio pessoal a longo prazo. Basta comprá-los adequadamente. Já a mudança do modo de vida, isso sim, é algo para se pensar, porque pode aumentar ou diminuir sua taxa de felicidade.

Por isso a música de Antunes é tão interessante. Ela ajuda a refletir sobre o futuro após o cartão de ponto. Os avanços da medicina e a melhora da qualidade de vida têm feito com que as pessoas vivam mais, e provavelmente você vai passar mais tempo aposentado do que passou trabalhando.

Antunes traduziu a aposentadoria como ela tem de ser, fácil, feliz, concentrando talvez os melhores anos de sua vida. Nada de ficar de pijama esperando a visita dos filhos e netos. Nela, com uma renda razoável - lembre-se de que os gastos diminuem nessa fase da vida -, você pode ter tempo para fazer o que quiser, até mesmo trabalhar.

Para alcançar esse estágio superior, planejar é preciso. Não espere o último dia de trabalho para começar sua vida de aposentado, pela festa dos colegas, pela caneta de ouro e a placa de agradecimento da empresa. Se você não tiver se preparado, pode sair da festa com um travo amargo, sem saber o que fazer a partir do dia seguinte.

Para aproveitar a vida, e da boa, que há além da empresa, vá se aposentando aos poucos. Pense numa atividade que você possa ir desenvolvendo, paralelamente ao seu emprego atual, para não começar do zero quando sair da empresa. O importante é que seja algo que você goste de fazer. Você pode ser cantor, compositor, ator, consultor, enfim, há um mundo de atividades à sua espera, clamando por seu talento e sua energia.

A primeira imagem que em geral ocorre, quando se pensa no assunto, é a de um negócio próprio. Trata-se de uma entre várias opções. Lembre-se de que se essa for sua escolha você não deve comprometer nela toda a renda de sua aposentadoria. Como diria Lord Byron, assim como o cemitério está cheio de almas bem-intencionadas, muitos negócios promissores não sobrevivem sequer ao primeiro ano. Você pode voltar a estudar, iniciar uma nova carreira ou até mesmo parar de trabalhar. Não se sinta culpado por isso, pois você conquistou esse direito. Como termina Antunes em sua canção:

"Ir de bicicleta ao mercado
Escolher um peixe pro jantar
Encontrar a namorada ou o namorado
Escolher alguém pra visitar
Quando quiser,
se assim quiser
Se assim quiser,
como quiser".


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Tesouro Direto

Este é um momento particularmente interessante para comprar papéis do governo por meio do Tesouro Direto (www.tesourodireto.gov.br), o canal de vendas de títulos do Tesouro para o mercado varejista. Nas últimas semanas esses papéis vêm refletindo o nervosismo observado no mercado futuro de juros o que provocou um aumento nas taxas, principalmente nos papéis mais longos. Para quem já tem esses papéis na carteira o momento foi de perdas, pois o preço de alguns títulos teve queda, mas os analistas observam que essa variação negativa é momentânea de a curva de juro nesses papéis deve retomar a trajetória. Portanto, eles recomendam o momento não é de venda, mas de compra desses papéis.
“Essa não é a primeira vez que as taxas nos títulos púbicos abrem”, diz George Wachsman, sócio da Bawn Investimento, empresa de gestão de fortunas. “E o que observamos é que sempre que isso ocorreu foi uma oportunidade de compra”,acrescenta.
Wachsman cita como exemplo o movimento dos papéis com vencimento em 2045. Em janeiro de 2006 esse título era negociado a uma taxa de 9% mais a variação da inflação medida pelo IPCA. Em fevereiro a taxa despencou para 7% mais o IPCA. O movimento ocorreu na época refletindo um forte aumento na procura por esses papéis, principalmente por investidores estrangeiros. Quando a demanda aumenta, o preço do papel sobe e a taxa de retorno do papel cai. Nos papéis de renda fixa, taxa e preço percorrem caminhos opostos, quando um sobe o outro cai.
Quase três meses depois, o mercado de juro voltou a sentir um estresse e a taxa subiu para 9,34% mais a variação do IPCA. Em junho ela voltou a cair para cerca de 8% e virou o ano de 2006 para 2007 abaixo de 7,5% mais IPCA. No último mês de maio, a taxa desses papéis já estava a 5,80% mais a variação do IPCA e agora, depois desse estresse no mercado de juro o papel fechou a semana passada sendo negociado acima dos 6% mais a variação da inflação.




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O Rio de Janeiro continua lindo




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Carteira Valor para julho

Lojas Americanas PN
CVRD PNA
Itausa PN
Embraer ON
BB ON
Bradesco PN
Petrobras PN
Ambev PN
ALL Units
Gerdau PN (GGBR4)

As recomendações foram publicadas no jornal Valor Econômico de terça-feira, dia 3.


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1000% de retorno!!!


A Carteira Valor acumula no mês de junho um ganho de 7,79%, no mesmo período o ganho do Ibovespa foi de 4,06%. Neste ano, o ganho da Carteira Valor é de 33,51% e o do Ibovespa é de 22,30%.
Mas o espetáculo é a variação acumulada desde que a carteira foi criada, em janeiro de 2001, até o último mês de junho. O ganho acumulado no período foi de 1068% e a variação do Ibovespa foi de 256,46%.
Note que durante esse tempo houve momentos de alta e também de baixa e uma forte crise em 2002, quando o Ibovespa chegou a ser negociado a 8 mil pontos. No entanto, quem manteve a calma e não precisou resgatar o dinheiro nesse período passou por essas turbulências sem maiores problemas para embolsar seu lucro sem grandes piruetas financeiras.
Também não foi necessário obter nenhuma informação privilegiada para alcançar esses ganhos. As recomendações de ações para a Carteira Valor são publicadas toda primeira semana do mês no jornal Valor Econômico.
A Carteira Valor é formada a partir da recomendação de ações de dez corretoras. As corretoras enviam suas recomendações à equipe de economistas do jornal Valor Econômico que formam então a Carteira Valor com as ações mais recomendadas por essas corretoras.





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Carteira CBN bombando!!!

A carteira CBN acumula no ano um ganho de 24,97%. No mesmo período o ganho do Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores é de 22,30%. É a primeira vez que a carteira CBN passa o Ibovespa este ano.
No mês de junho, o ganho da carteira foi de 7,98% e o do Ibovespa foi de 4,06%.
As maiores altas da carteira CBN no ano até 30 de junho foram:

Randon Participações PN, com ganho de 81,35%; Gerdau PN com 44,22% e CCR Rodovias ON com alta de 25,40%.

No ano não aparece nenhuma empresa com queda. Mas Pão de Açúcar está bem atrasada em relação ao restante da carteira com ganho de 0,33%.

No mês de junho apresentam variação negativa as ações da Eletropaulo Metropolitana PNB com queda acumulada em junho de 1,63% e da Klabin Segall ON com 0,49%.

As maiores altas em junho foram: Pão de Açúcar PN com ganho de 14,59% (conseguiu assim reverter a perda que estava acumulando no ano); Gerdau PN com 14,48 e Petrobras PN com ganho de 12,41% (outra que também reverteu as perdas que acumulava no ano).

Carteira CBN, ganhos acumulados no mês e no ano





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Bolsa de Valores e filas de supermercados

"Você deve pensar em escolher uma ação na Bolsa de Valores da mesma forma que você escolhe a menor fila no supermercado. Algumas filas podem parecer mais rápidas, mas se fosse realmente óbvio que elas fossem mais ágeis, as outras pessoas já teriam se mudado rapidamente para se posicionar naquela fila. A menos que você acredite que tem um conhecimento extraordinário sobre filas de supermercado, você deve apenas entrar na fila e não se preocupar. Com as ações a situação é melhor: você pode entrar em todas as filas ao mesmo tempo ao comprar fundos referenciados, que tentam bater a performance do mercado de ações e cobram taxas pequenas".
Tim Harford, autor do livro o Economista Clandestino - Por que os ricos são ricos, os pobre são pobres e Você nunca consegue comprar um carro usado decente. O livro acaba de ser lançado no Brasil e a entrevista com o Tim Harford está no jornal Valor Econômico de hoje.

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  PERFIL
   
 

Mara Luquet – Jornalista e sócia da Editora Letras & Lucros, que publica a revista Legado e é especializada na edição de livros de finanças pessoais. Autora dos livros "O Assunto é dinheiro", em parceria com o jornalista Carlos Alberto Sardenberg ; "Aposentada ficava sua avó", em parceria com a jornalista Andrea Assef e "Tristezas não pagam dívidas".
Trabalhou como editora de Investimentos e Carreira no jornal Valor Econômico, no caderno Folha Invest, da Folha de S.Paulo e na revista Veja. Foi repórter da Gazeta Mercantil e da revista Exame. Também escreveu três guias Valor Econômico: de Finanças Pessoais; de Mercado de Ações; e de Planejamento da Aposentadoria, todos publicados pela Editora Globo.

e-mail:
mara.luquet@cbn.com.br

ATENÇÃO: O Blog Mara Luquet tem por finalidade apenas informar e partilhar experiências com o leitor. O material aqui publicado não deve ser interpretado como sugestão de investimento ou como uma oferta de compra e venda de qualquer título de valor mobiliário ou outro produto financeiro

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