Gerdau e CSN estão nas recomendações dos analistasO Banco Fator acaba de enviar um relatório sobre o setor siderúrgico. O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) divulgou que a produção nacional do aço em julho de 2007 aumentou 5,3% em relação a julho de 2006. O analista Eduardo Puzziello que assina o relatório considera o resultado bom, e diz que a demanda doméstica continuará aquecida por conta da indústria automobilística e da construção civil. Puzziello não diz no relatório, contudo, quais são suas recomendações para o setor. Já o relatório da Link sobre o mesmo tema chama a atenção para a produção da China, que cresce descontroladamente e é um mercado e pulverizada. Na opinião dos analistas da Link esta é uma das principais preocupações do setor, pois a entrada dos produtos chineses pode derrubar preços e iniciar um novo ciclo. No entanto, a produção chinesa não cresceu nos últimos meses, o que é um bom sinal. Eles dizem que têm preferência pelas ações da Gerdau, que é menos influenciada pelo mercado externo. As ações da Gerdau também estão no topo das recomendações dos analistas da Agora. Segundo eles, as ações da empresa (GGBR4) têm um potencial de alta de 29%. O preço alvo projetado para as ações é de R$ 58,85. Para as ações da CSN (CSNA3), as projeções são de uma alta ainda maior, de 33%, o preço alvo projetado é de R$ 140,30.
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Moeda é dinheiro?Hoje publiquei uma coluna no Valor sobre um caso de uma leitora que foi fazer aplicação e o dinheiro estava todo em moedas. Recebi agora pela manhã e-mails de alguns leitores que passaram pela mesma situação. Afinal, moeda é dinheiro? A seguir parte da coluna: A maior dificuldade para o pequeno investidor brasileiro não é propriamente fazer com que o orçamento tenha sobras para iniciar suas aplicações financeiras, mas fundamentalmente entrar na agência bancária, andar até o caixa e dizer “quero fazer meu investimento” tendo em mãos alguns trocados. Marcia Freitas, 36 anos, passou há cerca de duas semanas por esta experiência. Chegou à agência da Caixa Econômica Federal com R$ 164 para abrir uma caderneta de poupança. Foi acompanhada dos filhos Mario, 8 anos, e Cezar, 7 anos. O dinheiro fora guardado num cofre com formato de “porco” um ícone de poupança muito utilizado no passado. As economias eram o resultado de um desafio lançado pela mãe às crianças de guardar as moedas que volta e meia encontrava espalhada pela casa. A estratégia deu frutos, os meninos se empenharam e ao final de algumas semanas, com o cofre cheio, os três foram fazer a aplicação. Nada mais indicado, dizem os especialistas. Um investimento iniciado pelas mãos das próprias crianças. Quando deram o primeiro passo para entrar na agência, a porta giratória acusou o golpe, travou uma, duas, três vezes e o guarda olhou desconfiado para a mulher e seus dois filhos. Ela mostrou o saco de moedas, deu um sorriso amarelo para ele e para os outros clientes que estavam na fila para entrar e conseguiu finalmente ser liberada. Mas foi no momento seguinte que veio a fase mais difícil: fazer com que a funcionária que recebera suas economias desse aos recursos o mesmo valor que ela e seus filhos estavam dando, ou, ao menos, atendesse com boa vontade. Ao ver tamanha quantidade de moedas a funcionária disse que simplesmente não teria tempo para contar e ela teria que deixar os recursos ali e voltar mais tarde. Constrangida por passar por tal situação em meio a estranhos na agência, Marcia não estava muito segura em abandonar seu dinheiro nas mãos de uma pessoa que o tratava com tamanho desdém. Respirou fundo, retomou o ânimo com que saíra de casa junto com os filhos para concluir uma operação que julgava ser extremamente importante para a educação deles, agarrou seu saco de moedas e foi falar com o gerente. Não se intimidou, portanto. O gerente foi gentil, pegou as moedas e levou ao caixa e a operação foi então finalizada. “Está correta a forma como o caixa me atendeu?”, que saber a mãe. Não, definitivamente não está correto, principalmente sendo a Caixa Econômica Federal um agente que usa em suas campanhas publicitárias o incrível apelo de ter uma caderneta de poupança que não tem aplicação mínima. A julgar pelo que diz a Caixa, portanto, é possível abrir uma poupança até mesmo com R$ 1 ou um centavo. Em tese, pelo menos. Diante desses valores, a quantia levada por Marcia e seus filhos é quase uma pequena fortuna. Aliás, se ela conseguir aplicar regularmente os R$ 164 terá em quinze anos, quando Mario estiver com seus 23 anos e provavelmente concluindo a faculdade, a quantia de R$ 47 mil (os cálculos foram feitos pelo ValorData e consideram aportes mensais de R$ 164 aplicados a uma taxa de 6% ao ano). É um bom dinheiro. Mas ainda melhor é o ensinamento que Marcia terá dado aos seus filhos, mostrando que o dinheiro, por menor que pareça, tem valor e se bem cuidado pode gerar frutos ao longo do tempo. Sem esforço, sem ganância, sem sofrimentos, apenas com racionalidade.
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Eu, Sardenberg, o FGTS e a bronca do ouvinte...Hoje levei bronca de alguns ouvintes por conta do FGTS. A história é a seguinte: um ouvinte escreveu com uma dúvida. Queria saber o que fazer porque tinha dinheiro do FGTS aplicado em ações da Vale e está comprando uma casa. A Bolsa está em queda e ele está com medo. Falamos sobre esta dúvida no ar. Eu realmente estava chateada, porque afinal a gente vive repetindo que dinheiro de curto prazo não pode estar em Bolsa e ele colocou o dinheiro da casa dele na Bolsa?! A aplicação em ações da Vale foi um excelente negócio e ele fez a coisa certa quando transferiu parte do dinheiro do FGTS para essas aplicações quando teve a oportunidade há cerca de cinco anos (longo prazo, portanto). No entanto, na hora em que decidiu comprar a casa teria que resgatar os recursos do fundo, pagar o IR sobre esse resgate e colocar o dinheiro de volta na conta do FGTS até encontrar o imóvel e finalizar a compra. É a opção menos rentável, porém mais segura e, como insistem os consultores financeiros, dinheiro de curto prazo na Bolsa é especulação. Os analistas dizem que os investidores perdem dinheiro por dois motivos, medo e ganância e que para ter sucesso é preciso ficar distante de um e de outro. Mas ponderei que, embora o ouvinte tenha sido imprudente ele não tinha do que reclamar nem temer, pois mesmo com as quedas recentes na Bolsa ele ainda tinha um bom dinheiro. De março de 2002 ao fim de julho o ganho foi de mais de 1000%. Quem aplicou R$ 10 mil tinha no final de julho cerca de R$ 120 mil. Uma aplicação espetacular. Mas alguns ouvintes e o próprio Sardenberg acham que eu dei uma bronca no ouvinte. O que vocês acham? Eu gosto muito de receber as dúvidas, questionamentos e críticas de ouvintes porque isso ajuda a direcionar as pautas para os temas que são relevantes e que estão mais preocupando os pequenos investidores brasileiros. O áudio do boletim está na home da CBN em Valor Econômico.
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Empréstimos em famíliaEsta é uma história complexa. No entanto há séculos se repete nas melhores famílias. Envolve pai, filho, irmãos e dinheiro. É uma história real que foi contada por um leitor. Seu pai tinha fazendas muito rentáveis até 1992. Mas naquele ano o leitor começou a dar suporte financeiro ao pai. Utilizou então suas economias e por 14 anos enviou recursos ao pai para ajudar na fazenda. “Ele sempre insistiu que não queria o meu prejuízo, e que eu deveria corrigir os valores com base na remuneração que teria nas aplicações financeiras onde costumava manter minhas reservas”, conta o leitor. Mas em 2005, a situação ficou mais complicada. O leitor já não tinha mais qualquer perspectiva de reaver o dinheiro aplicado, e o pai não tinha mais fôlego e disposição para prosseguir na administração das fazendas. “Foi então que ele finalmente jogou a toalha”, conta o leitor Há dois anos o leitor está administrando as fazendas do pai e tentando transferir as propriedades para o seu próprio nome. Segundo ele, são inúmeros os problemas para administrar, entre reclamações trabalhistas e execuções de dívidas agrícolas. Mas o maior problema de todo este enredo não é financeiro. Há uma tremenda crise na família. “Este preço - stress familiar - talvez tenha sido o mais alto pago por mim, nisto que se tornou, até agora, o pior negócio com o qual já me envolvi” diz. Alguns dos seus cinco irmãos não se conformam que ele tenha ficado com o patrimônio. “Fazem questão de ignorar a realidade”, conta o leitor. ”Um deles diz que eu jamais poderia cobrar juros do meu pai”, acrescenta. Os gestores de fortunas que analisaram esta história dizem em coro: não importa o quanto sua família seja unida. Na hora em que for fazer qualquer operação financeira formalize. Ou esqueça, nem tente cobrar porque você corre o risco de perder a família e dificilmente conseguirá reaver o dinheiro. Você já emprestou ou tomou emprestado algum dinheiro com parentes? Como foi a experiência?
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Banco do Brasil, é para comprar ou vender?Para Maria Laura Pessoa, analista da Fator Corretora, não é para fazer nada. Manutenção diz ela que projeta um preço alvo de R$ 30 para as ações do banco. Para Carlos Macedo, analista da Unibanco Corretora, é hora de comprar. Ele projeta um preço alvo para o papel de R$ 36,00. Maria Laura diz que o BB fez muitas promessas, mas infelizmente elas não têm aparecido nos resultados do Banco. Carlos diz que o BB está fazendo a coisa certa que é focar na pessoa física. O banco, segundo ele, tem um enorme potencial neste segmento que é sua vocação. O BB consegue vender melhor para pessoa física qualquer produto que coloque em sua prateleira. Maria Laura diz que o desempenho da carteira de crédito do BB decepcionou porque cresceu apenas 3,5%, bem abaixo do setor que foi de 5,5% e de outros grandes bancos. Bradesco cresceu 6,6%, Unibanco 9,9% e Itaú 4,8%. Carlos diz que o importante é verificar o crescimento do segmento pessoa física que cresceu 6,8% e outras áreas que têm preponderância de pessoa física como financiamento de automóveis que teve um crescimento forte. Enfim, para Carlos 2008 será um grande ano para o BB. Já Maria Laura não tem tanta convicção. O BB divulgou hoje seu resultado do segundo trimestre que ficou 30,9% abaixo do mesmo período do ano passado. Segundo o BB, a queda deve-se as despesas extraordinárias com o Programa de Afastamento Antecipado. Os analistas dizem que se retirar o efeito dos gastos para financiar este programa o resultado está em linha com o do segundo trimestre de 2006.
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Muito cuidado com as ofertas!!!O cliente de um banco foi consultar-se com o gerente sobre a melhor aplicação para seu dinheiro. Ouviu do interlocutor que ele próprio descobrira um investimento espetacular com um amigo do amigo que multiplica os ganhos em questão de semanas. Uma beleza. O produto não estava na prateleira do banco, era o tal amigo que oferecia. Esqueceu-se de dizer, porém, que o risco era igualmente alto. O resultado, já previsível para aqueles que mantêm os olhos fechados a este tipo de oferta mirabolante, foi um prejuízo na hora em que efetivamente precisou resgatar o dinheiro. Esbarrar com esses "consultores" de investimento vai se tornar mais freqüente. Eles sempre estiveram à espreita. No entanto, a quantidade de pessoas dispostas a ouvi-los e, pior, colocar o dinheiro em suas mãos, aumenta a cada dia. Isso porque a taxa de juro está em queda e, desesperados, alguns investidores estão atrás de alguém que lhes entregue a renda mensal de 1%. A taxa de juro tende a cair ainda mais nos próximos meses e para ter retornos maiores o investidor terá de buscar aplicações de maior risco. Mas espere um pouco. Tomar risco não significa sair por aí como um tresloucado entregando seu dinheiro ao primeiro que aparecer com ofertas mirabolantes. Recomendação número 1: antes de aceitar qualquer oferta de investimento certifique-se com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) se quem está vendendo o produto pode, de fato, fazer esse trabalho. Se ele não estiver credenciado, avise a instituição porque assim você estará contribuindo para restringir a atuação dessas pessoas e evitando que alguns mais incautos caiam nessas armadilhas. Recomendação 2: nunca esqueça a recomendação número 1. * Este texto é parte da coluna que foi publicado hoje no Valor Econômico
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Oito moedas!!!Para quem não lembra, ou aqueles que não viveram aqueles tempos, já tivemos oito padrões monetários.  O quadro acima faz parte de um apresentação do ex-presidente do Banco Central e um dos pais do Plano Real, Gustavo Franco, durante o seminário da Anbid realizado ontem sobre Direito e Mercado de Capitais. Durante o período de abril de 1980 a maio de 1995 a média mensal da taxa de inflação chegou a 16%!!! Há risco de uma volta desse surto inflacionário? Gustavo Franco diz que não enxerga de onde poderia vir esse movimento. Mas a lembrança desse passado é importante, segundo ele, porque cria uma cultura preventiva, a exemplo do que ocorreu na Alemanha. Mas ele diz que importante mesmo para criar uma barreira contra a inflação é ter um Banco Central independente.
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Controle os gastos, seja independente, faça o que quiser!!! “Eu vou ser muito franco, eu não vim ao mundo para ganhar dinheiro não. Sempre disse a meus filhos: dinheiro não tem importância na vida, a falta de dinheiro tem muita importância. Ganhei o suficiente para viver. Eu tenho mais comida na minha dispensa do que eu e a minha família podemos comer, eu tenho mais roupa do que eu posso vestir, entende?... O que me tenta nisso? Primeiro é um desafio. Eu sou movido a desafios, é um desafio extraordinário. Em vez de falar eu vou poder tentar fazer... Eu sou um jornalista, sem falsa modéstia, sou um jornalista consagrado, respeitado. Mas eu quero ter o desafio de além de poder falar, de analisar, de dar opiniões, de ajudar a acontecer e ajudar a fazer”.A declaração acima foi feita pelo ministro Franklin Martins no programa Roda Viva, da TV Cultura, onde foi entrevistado por alguns jornalistas poucos dias depois de assumir o cargo. Ele respondia a uma pergunta sobre o que o motivou a trocar um emprego com um alto salário em empresa privada, por um salário bem mais modesto no governo. Há poucas semanas, um bem sucedido executivo do mercado financeiro, contou a esta coluna que teve de recusar um convite para trabalhar na equipe econômica do governo durante os anos 90 porque simplesmente o salário que iria receber não era suficiente para manter a família. “E naquela época eu precisava de dinheiro”, conta. Hoje está rico. No entanto, nunca mais recebeu um convite para ir trabalhar no governo, algo que ele adoraria fazer, pois, como Martins, também é movido a desafios. Gastar dinheiro é muito bom. Mas poder viver sem contar nos dedos os dias que faltam para o salário chegar é ainda melhor. Ter independência financeira não é uma tarefa simples, mas também não é impossível e, mais que isso, não significa que você terá que ser rico. A independência financeira vai ajudá-lo a poder escolher o que quer fazer: se passa mais tempo com a família, se inicia uma nova carreira, se troca de emprego, enfim, você poderá levar em consideração outros aspectos que não apenas o financeiro simplesmente porque terá mais do que necessita para viver.
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Os ricos também choram Ótima matéria do jornalista Sérgio Bueno no jornal Valor Econômico de hoje. Ele mostra uma pesquisa de uma empresa de recolocação de executivos que diz que 15% dos seus clientes estão com os nomes nos serviços de proteção ao crédito, ou seja quebraram. Diz um dos consultores entrevistados que o problema não é salário. A faixa de renda dos profissionais pesquisados está entre R$ 12 mil e R$ 20 mil. “O sujeito é qualificado, fala mais de um idioma e costuma viajar ao exterior. Na empresa, é rigoroso no controle dos gastos e dos processos. Combate desperdícios, estabelece metas e cobra desempenho dos subordinados, barganha com fornecedores e não aceita prejuízo na hora da venda. Mas quando chega em casa, não consegue aplicar quase nada do que pratica todos os dias no escritório”, diz a matéria. Segundo fontes da Produtive, empresa responsável pela pesquisa, os problemas financeiros não são apontados como os responsáveis pela demissão dos executivos. No entanto, na hora da recolocação o bicho pega. A posição das empresas é pragmática nestes casos: elas evitam contratar funcionários em crise financeira porque entendem que, no limite, eles estarão suscetíveis a pressões e até corrupções.
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A crise atual é um fenômeno financeiro e não econômico, diz um banqueiro de investimentos. Se você acredita que o estresse vai ficar restrito ao ambiente financeiro, então aí está um excelente momento para comprar ações, porque elas estão em baixa. Assim que a alavancagem financeira dos agentes econômicos se acomodar, tudo voltará ao normal e o preço das ações tende a retomar sua trajetória de alta. No entanto, se você acredita que esse movimento financeiro tem potencial para contagiar o ambiente econômico e provocar uma forte retração do crédito, então é melhor esperar um pouco. As ações nesse caso poderão ficar ainda mais baratas. O preço da ação é igual ao fluxo de geração de caixa da empresa dividido por uma taxa de juro. Assim, se a taxa de juro é de 20 e cai para 10 o mesmo fluxo de caixa já dobra e o preço da ação sobe. Foi isso o que aconteceu com as ações brasileiras nos últimos anos. Com a taxa de juro em queda era natural que o preço das ações subisse e o mercado experimentou tamanha alta. “O custo do capital brasileiro caiu um terço nos últimos dois anos e isso por si só já seria suficiente para a Bolsa subir”, diz o banqueiro. Mas há outro ingrediente, que é o fluxo de geração de caixa dessa equação. A geração de caixa é afetada pela margem da atividade da empresa e pelo crescimento da economia. Se há crescimento econômico, o preço que as pessoas estão dispostas a pagar por determinado ativo sobe e por isso o preço das ações brasileiras também subiu. O que muda?Por enquanto, nenhuma dessas variáveis mudou. No entanto, nos movimentos de curto prazo o preço da ação é determinado entre as forças de compra e venda, a chamada lei da oferta e procura. Mais vendedores, o preço cai. Mais compradores o preço sobe. Como o mercado brasileiro e internacional vem de um período de fortes altas, muitos agentes se “alavancaram”, ou seja, fizeram operações para aumentar o potencial de retorno de suas aplicações. Alavancagem na prática significa tomar um dinheiro emprestado para fazer um determinado investimento. Você embolsa um retorno maior do que se tivesse investido apenas o seu próprio dinheiro e depois paga o empréstimo. No entanto, qualquer pressão vendedora pode desencadear um efeito de desmonte de posições por parte desses agentes e então pressiona o mercado e força uma baixa nos preços. Isso está correndo no momento por conta, principalmente, das posições alavancadas com títulos que serviram para financiar o mercado imobiliário americano, as chamadas hipotecas subprime. Alguns cálculos indicam que esse movimento de desmonte de operações com as hipotecas americanas tem um impacto pequeno sobre a riqueza do cidadão americano. Sendo assim, não há chances de contaminação do mundo econômico real. O grande problema é que esses cálculos podem estar errados. Além disso, o que o investidor está vendo é que alguns fundos começam a quebrar por conta desses papéis. O banqueiro de investimento que, nas últimas semanas, estudou cuidadosamente o mercado imobiliário americano está otimista. Ele acredita que esta é apenas uma crise financeira. Mas ele continua olhando com lupa indicadores de crescimento econômico e de taxas de inflação nos EUA, na Ásia e na China. “Enquanto não ocorrer mudanças no padrão de crescimento ou da taxa de inflação dessas regiões o leão é manso”, diz ele.
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Carteira Valor para agostoPetrobras PN (PETR4) Lojas Americanas PN (LAME4) Gerdau PN (GGBR4) Itausa PN (ITSA4) Ambev PN (AMBV4) Braskem PNA (BRKM5) Lojas Renner ON (LREN3) Embraer ON (EMBR3) CPFL Energia ON (CPFE3) Klabin PN (KLBN4)A carteira Valor foi publicada na edição do jornal Valor Econômico da última quinta-feira, dia 2. Ela é o resultado das indicações de dez corretoras do mercado que são consolidadas pelos economistas do jornal Valor Econômico. As ações mais recomendadas por essas corretoras integram a carteira. No mês de julho a valorização da carteira foi de 0,43%, contra um Ibovespa no mesmo período com queda de 0,39%. No ano o ganho acumulado pela carteira valor é de 34,08% e para o Ibovespa é de 21,3%.
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Quem paga taxa de anuidade do cartão de crédito?Eu não uso cartão de crédito. Não tenho disciplina suficiente para ver aquele pedacinho de plástico valioso que abre portas das melhores lojas. No entanto, várias pessoas que conheço e que usam o cartão não pagam taxas de anuidade. Elas simplesmente ligam para a administradora do cartão e dizem que vão cancelar ou que querem alguma promoção e o resultado é que anuidade cai até chegar a zero. Alguém aqui paga taxa de anuidade? Já fez esta experiência? No boletim de hoje da CBN o Sardenberg duvidou que fosse tão simples assim. Mas quem já passou por esta experiência garante que dá resultado.
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O cisne negro e suas açõesNo último Congresso Anbid, realizado em maio, eu conheci Nassim Taleb, autor do livro “The Black Swan: The Impact of the Highly Improbable" (O cisne negro: O impacto do altamente improvável). Na palestra que fez sobre risco, Taleb disse que não é possível gerenciar o risco, porque simplesmente as crises ocorrem a partir de algo que não está no radar de ninguém. O que ele chama de cisne negro. O 11 de setembro, por exemplo, foi um desses “cisnes negros”. Por isso ele diz, você deve separar a parcela do seu dinheiro que não quer correr risco e colocar nos conservadores títulos do governo. O que vai para o risco então você divide nos mercados que quiser, mas com a certeza de que poderá perder tudo se um cisne negro aparecer. “Risk management (gestão de risco) é lixo, pois a tentativa de determinar causa e efeito dos fatos é continuamente obstruída por fenômenos aleatórios”, afirmou Taleb numa entrevista ao jornal Valor Econômico publicada em maio. Taleb já foi um talentoso investidor de Wall Street , um dos pioneiros em operações com os complexos contratos de derivativos financeiros, negociados nas bolsas de futuros em todo o mundo e sua corretora, a Empírica LLC, uma das administradoras de fundos de maior sucesso do mercado americano. Há dois anos, porém, Nassim Taleb abandonou o dia-a-dia das finanças para se tornar um acadêmico. Mas por que “cisne negro”? Antes de a Austrália ser descoberta as pessoas achavam que todos os cisnes do mundo eram brancos. Acontece que naquele país existe um tipo de cisne que é negro ( o cygnus atratus). Então, a Austrália nos mostrou que poderia haver uma exceção escondida de nós, da qual não tínhamos a menor idéia. O improvável existe. “Agora, o meu cisne negro não é um pássaro, é um evento com três características: primeiro, é altamente inesperado; segundo, tem um grande impacto; terceiro, é, que depois que acontece, procuramos dar uma explicação que o faça parecer menos aleatório e mais previsível do que era”, explica Taleb.
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Para quem quer ser dono de um "hedge fund"Há uma brincadeira no mercado financeiro que diz que o grande negócio é ser dono de um “hedge fund” e não investir numa dessas carteiras. A brincadeira nasceu por causa dos custos desses fundos que são considerados altos vis-à-vis o retorno que entregam. Em geral a regra é 2 com 20, que significa 2% de taxa de administração e 20% de taxa de performance. A taxa de administração você paga sobre o valor do patrimônio investido e corresponde ao pagamento pelo serviço de gestão. Já a taxa de performance incide sempre que o retorno da carteira ultrapassar um determinado benchmarck (ponto de referência). É uma espécie de prêmio que você paga ao gestor por ele ter feito bem o trabalho. Algo como um incentivo. Quando a aplicação é feita por meio dos chamados fundo de fundos o custo é ainda mais alto, porque além da taxa do “hedge fund” você ainda tem que pagar os custos do gestor do fundo de fundos, ou seja, o profissional que escolhe as melhores carteiras para você investir. Neste caso, os custos chegam então a 3% de taxa de administração e 30% de taxa de performance. Daí a brincadeira ter lá suas razões. Some-se aos custos o fato de que alguns estudos vêm mostrando que são poucos, realmente bem poucos aqueles que conseguem entregar retornos tão acima de índices de mercado que justifiquem tamanho custo (esse ganho é conhecido no mercado como alpha). Mas não se espante se tiver início uma onda de “hedge funds” emitindo ações em mercado. Alguns já começam a fazer um movimento para abertura de capital. Ou seja, também eles vão fazer uma oferta pública de ações (OPA) e, assim, você poderá comprar esses papéis em mercado e partilhar então dos lucros do gestor. Um primeiro caso foi o do Tarpon, um fundo muito bem avaliado por alguns gestores de fortunas, aqueles profissionais que passam o dia procurando os melhores destino para seus clientes milionários. Mas a Tarpon fez sua emissão no exterior e boa parte do dinheiro vai aplicar em “private equity”, aquele investimento em que você compra participação na empresa antes de ela ter ações negociadas em bolsa. Um outro “hedge fund” brasileiro tentou fazer uma emissão de ações, chegou a visitar alguns possíveis investidores brasileiros para mostrar o seu negócio, mas recuou. Não encontrou apetite do mercado para seus papéis. Segundo um desses investidores que analisou esta operação, o grande problema é que esse “hedge fund” estava pedindo muito para abrir seu capital. O que ocorre, explica a fonte que avaliou a operação, é que no caso dos “hedge funds” eles estão em geral ancorados numa estrela, o gestor. “Fazer um IPO de uma empresa com um único gestor tem que ter múltiplos baixos”, diz a fonte. Múltiplos são os parâmetros que os analistas utilizam para saber se uma ação está cara ou barata. Há outro problema. São poucos os gestores no Brasil que podem mostrar uma consistência de longo prazo. A enorme maioria dos fundos não tem sequer histórico que chegue aos dez anos. Obs: este texto é parte da minha coluna de hoje no jornal Valor Econômico
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A Agenda da semanaagenda.pdf
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Manhã de altaO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, está em alta nesta manhã. Um alívio para quem foi dormir na sexta-feira com os pesadelos das perdas da semana passada. O fim de semana foi de muito frio e o coração gelado daqueles que entraram na Bolsa em alta e amarguravam perdas que carregaram nos últimos dois dias. Agora o índice voltou a subir. Os analistas dizem que os problemas na semana passada foram provocados pelo mercado externo. O Brasil está bem na foto, economia crescendo, indústria animada prevendo uma forte expansão no segundo semestre, são dados da melhor qualidade para alimentar as altas na Bolsa de Valores. Mas atenção. Uma boa reportagem hoje no Valor com analistas técnicos, aqueles que se guiam por gráficos com histórico de preços e não estão olhando fundamentos da economia ou de empresas, diz que no curto prazo, os gráficos sinalizam que os ajustes podem prosseguir. Diz a reportagem que o Ibovespa deve prosseguir no seu movimento de realização de lucros até bater em algo entre 51.700 pontos e 49.700 pontos, na avaliação do analista técnico da Itaú Corretora, Márcio Lacerda. Se respeitar esses níveis, a tendência de alta estará preservada e o índice pode buscar, no longo prazo, os 62.300 pontos, encostando nos 70 mil pontos em março do ano que vem. Já se cair abaixo dos 49.700 pontos, o poço deve ser em 46.700 pontos, retomando a pontuação de janeiro. Esta é uma semana com a agenda pesada, com a divulgação de muitos indicadores sobre a economia americana. Atenção especial ao mercado de hipotecas e de crédito que têm potencial para trazer uma nova onda de volatilidade ao mercado. Mas como este é um blog de investidores e não especuladores, esta será uma semana tranqüila para todos nós. Isso porque o investidor não coloca em mercados de risco nada que comprometa sua saúde financeira. Nestas aplicações está apenas a fatia que servirá para engordar a carteira no longo prazo e, por isso, aqui nenhum coração palpita no ritmo do mercado. Ou palpita?<
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Investidores e cidadãos Charles Schwab criou um dos mais bem sucedidos negócios de venda de ações e fundos de investimentos para o varejo nos EUA. Ele baixou o custo para pequenos e médios investidores e hoje é um sucesso. Em 2000 sua empresa sofreu com o estouro da bolha das empresas de tecnologia e ele teve que fazer um enorme corte nas operações. Nesta semana o The Wall Street Journal publicou uma excelente entrevista com ele. Duas coisas me chamaram muita atenção na entrevista. 1- Na entrevista ele cita os custos para aplicar nos fundos “money market”, um fundo de renda fixa de curto prazo, a taxa é de incríveis 0,4%, cobrados mesmo para pequenos investidores. Experimente perguntar ao seu gerente qual a taxa de administração de seu fundo de renda fixa DI. Você vai ver que o número quatro trocou de lugar com o zero: 4,0%!!! Se você for um bom cliente e tiver sorte talvez pague 3%. Ainda assim um absurdo se comparado com os 0,4% que cobram os gestores americanos. E olha que não estamos falando de caridade. Eles ganham dinheiro com isso. Realmente os bancos brasileiros estão fora da realidade. 2- Ele diz ainda na entrevista que uma das mais importantes ocorridas nos EUA recentemente foi a criação do Pension Protection Act de 2006. Esta é a mais ampla lei de previdência criada na história americana e inclui uma série de benefícios para incentivar a investimentos para a aposentadoria. Schwab destaca uma das medidas do Pension Protection Act que estabelece o registro automático de trabalhadores nos planos 401k (uma das modalidades de planos de previdência, uma espécie de PGBL). Esta medida, ele diz, vai fazer com que uma geração na faixa etária de 20-25 anos se torne investidora, o que vai expandir a base de investidores na América. Seu otimismo vai além dos benefícios que esse cenário vai trazer para os próprios negócios. Ele acredita que mais investidores representam cidadãos mais informados que passam a deter uma participação na engrenagem econômica dos EUA. Schwab diz que quando você possui algumas ações ou a cota de um fundo você passa a deter um pedaço da produção. “E uma pessoa passa a ser um cidadão melhor quando ela sabe que será pessoalmente beneficiada com o sucesso do país e das empresas americanas”, diz ele na entrevista. Alguém discorda?
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