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SEGURO SAÚDE

Vocês estão acompanhando a greve da GM nos EUA por conta de benefícios como seguro saúde e aposentadoria? Este tema é muito importante.

As negociações da GM com os seus cera de 73 mil trabalhadores giram em torno de um programa de redução de custos - a GM quer que sua equipe abra mão de alguns benefícios onerosos, como pensão e plano de saúde.

Abaixo coloquei a íntegra da coluna que publiquei no jornal Valor:

O senador Álvaro Dias apresentou no mês passado um projeto de lei que promete causar muito debate nas instâncias corporativas.
O projeto altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, para determinar novas regras para a manutenção da condição de titular de plano de saúde em caso de rescisão de contrato de trabalho ou de aposentadoria. Entre as mudanças estabelece o direito ao aposentado de manter sua condição de beneficiário do plano nas mesmas condições de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho, desde que assuma o seu pagamento integral.
Hoje há algumas exigências e as empresas já estavam modificando algumas formas diferenciadas de contratação desses planos para fugir de um passivo atuarial que é criado quando ocorre a aposentadoria. Pela nova lei, não haverá mais como fugir desse passivo atuarial.

Para o aposentado é a solução de um grande problema. Custo com saúde tende a ser o mais importante item do seu orçamento depois de aposentado, dizem os planejadores financeiros pessoais. É extremamente relevante e caro e muito difícil de contratar. As seguradoras costumam não querer em suas carteiras pessoas com mais de 60 anos de idade. Vale a pena ver o projeto, o relator é o senador Flávio Arns e você pode ler a cópia do projeto acessando a página do senado na internet. É um debate importante.

Este é um tema de extremo interesse e o projeto do senador Alvaro Dias um alento. A não ser por um detalhe. “No limite as empresas podem não ter mais como financiar esses custos”, diz Francisco Bruno, consultor da Mercer, uma das maiores empresas do mundo em consultoria previdenciária e saúde.

Custos com benefícios como aposentadoria e saúde já chegaram a comprometer seriamente os resultados de gigantes multinacionais e abalaram suas estruturas financeiras. Portanto, transferir esse custo não é uma tarefa simples. Pode chegar a inviabilizar de tal forma que muitas empresas simplesmente deixem de dar a seus funcionários da ativa este benefício.
Basta ver o que ocorreu com a venda de seguro saúde para pessoas físicas. O texto da lei que regula o setor é perfeito, mas na prática reduziu a oferta de seguro saúde para pessoas físicas e os deixou extremamente caros. Grandes seguradoras optaram por ficar de fora desse mercado e hoje atuam apenas no mercado corporativo.

Francisco Bruno coordena um grupo de empresas que quer estudar melhor o tema, propor alternativa e ver a viabilidade de criar uma espécie de holding para operar o seguro saúde de seus funcionários aposentados. É por enquanto apenas um rascunho do que pode ser um projeto efetivo e mostra como o custo saúde é um tema que vem preocupando seriamente gestores.

Enquanto este cenário não fica mais claro, o melhor que cada um tem a fazer é se preparar. Francisco Bruno, por exemplo, diz que em maio de 2010, quando completará 58 anos de idade vai contratar um plano de saúde com padrão básico, com acesso a bons hospitais, mas não aqueles que estão no topo do ranking, cujos custo são igualmente altos.

Como o plano terá 24 meses de carência, ele precisará contratá-lo dois anos antes de sua aposentadoria. Além disso, ele diz, é melhor comprar o plano antes dos 60 anos de idade porque fica mais barato pagar o aumento que ocorre no contrato quando ocorre a mudança da faixa etária do que fazer a apólice depois dessa idade.

Há muitos outros cuidados que você deve ficar atento nesta questão. E, por enquanto, o melhor é se planejar e ter o controle sobre sua saúde. Afinal, este é o grande investimento da sua vida.



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De ônibus para o trabalho? Muito bom...

Hoje fui e voltei para a editora de ônibus. É inacreditável como a tonta aqui nunca percebeu como é mais fácil... Eu moro incrivelmente perto da editora, são apenas cinco pontos. O ônibus é limpo, vazio, vou lendo e o que me deixou ainda mais feliz, não preciso ficar neurótica quando estou parada no sinal e alguém se aproxima (eu sou do tipo que se o cara pergunta as horas eu entrego o relógio achando que é assalto).
Devo isso ao Milton Jung. Foi depois de ouvir uma conversa no programa dele que comecei a pensar nesta possibilidade.



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O bom é que vocês me fazem pensar...

Fiquei pensando no post do Fernando e avaliando minha própria vida.
Então vamos lá:

Concordo com o Fernando, não é fácil reduzir gastos. No entanto é perfeitamente possível.
Transporte público é precário, o que dificulta muito. Exato. Mas veja, eu e o meu marido trabalhamos e, no entanto, aqui em casa só tem um carro. Em 2005 vendemos nosso segundo carro. A vida não mudou em nada. Ou melhor, mudou sim: sobrou o dinheiro do seguro, do IPVA, do combustível e das revisões. Só esta grana paga cinema o ano inteiro.
Além disso, tem o valor apurado com a venda do carro que pode ser colocado numa aplicação destinada a gastos inesperados com saúde. Assim podemos abrir mão do plano de saúde caríssimo e ficar com um mais básico, que não tenha reembolso alto, mas que tenha bons hospitais. A diferença da mensalidade pode reforçar a aplicação, que não vai para a seguradora, que, em certos casos se nega a pagar algumas despesas alegando falta de cobertura. Se o dinheiro está com você, não há esse problema. Você saca e paga.
Centro da cidade de carro? Nunca Fernando. Além do dinheiro gasto o estresse contribui para deteriorar sua saúde, o que vai fazer com que você tenha que resgatar aquela aplicação, lembra?
Metrô ou ônibus.

Ginástica? Exercício físico é fundamental. Mas observe que você não precisa pagar a academia cara, da moda, que só tem planos semestrais e que você dificilmente consegue emplacar o segundo mês. Qualquer boa caminhada, para o trabalho, cinema, supermercado (eles levam as compras na sua casa sem cobrar um tostão a mais), já é um bom exercício físico. E, neste caso, você ainda economiza dinheiro de combustível e não emite carbono, porque não usa carro, táxi ou ônibus.
Mas clube vale a pena. Se você procurar custo benefício, vai encontrar bons clubes, com mensalidades bem razoáveis e que toda a família pode freqüentar. O ganho de escala pode ser grande. Mas tem que usar, caso contrário o melhor é andar no bairro mesmo. Eu e meu marido somos sócios de um. Pagamos de mensalidade para o casal metade do que pagaríamos numa academia de ginástica aqui perto de casa (sim, nós já fizemos matrículas em várias delas e, claro, não usamos). E além de mais barato, nós também usamos a piscina e as quadras de esportes.

Agora para o Reginaldo

Você tem toda razão, meu caro, ainda trabalho muito. Mas venho reduzindo minhas horas de trabalho desde 2004.
Por exemplo, não vou mais ao Valor todos os dias. Passo por lá uma ou duas vezes por mês. A redação fica muito longe da minha casa e eu perdia boas horas no trânsito. Este tempo agora é meu.
Claro que minha remuneração caiu bastante por conta disso, mas consegui me planejar. A CBN eu faço de casa ou da editora que fica bem próximo aqui de casa. Minha nova meta: ir para a editora de ônibus. Acho que da minha casa à editora de ônibus vou levar quinze minutos.

Tomei esta decisão depois de ouvir o programa do Milton Jung. Ele disse que há os viciados em carros numa matéria sobre o dia mundial sem carro. É bom lembrar, é no próximo dia 22 o dia sem carro.


Os livros

Quanto aos livros, sempre tem bibliotecas. Alguém aqui freqüenta bibliotecas? É uma delícia, muitos livros de graça e ambiente silencioso. Algumas são lindas! Muito Bom.
Mas eu ainda gasto muito dinheiro com livros. Tem sido um dos meus melhores investimentos.


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O que nós queremos?


"Many advertisements tell us what to want rather than how to find it"
Daniel Gilbert


Daniel Gilbert é o autor do livro O que nos faz felizes. A frase está no último comentário que fez em seu blog. Vale a pena ler. O link está abaixo.

http://www.randomhouse.com/kvpa/gilbert/blog/

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Trabalhar menos, viver mais

“As pessoas que optam por trabalhar um pouco menos e viver de forma mais rica estão simplesmente optando pela inteligência”. A conclusão é do professor Ladislau Dowbor, doutor em ciências econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia e professor titular da PUC – São Paulo, e está no capítulo “Consumo inteligente” do livro Desafios do Consumo, lançado pela Editora Vozes.

Dowbor analisa uma série de estudos que têm sido realizados no mundo nos últimos anos e diz: “É bastante evidente que se matar de trabalho para comprar coisas inúteis, e depois trabalhar mais pelo endividamento gerado por essas compras, é de uma racionalidade corporativa perfeitamente compreensível, mas de uma idiotice lamentável do ponto de vista do cidadão, dos resultados que a economia deveria visar, que é a prosaica qualidade de vida das pessoas”.

Qualidade de vida é um tema muito interessante e tem chamado atenção de pesquisadores por boa parte do mundo acadêmico. A razão é simples, ter qualidade de vida é imperativo para passar bem os longos anos que a humanidade conquistou. Caso contrário você estará sacando contra o futuro.

Como a expectativa de vida aumentou, não se preparar desde já física e mentalmente para viver essa fase da vida poderá custar caro financeiramente e ainda destruir seu bem-estar por anos a fio.

A busca de renda cada vez mais alta para satisfazer um consumo que você acredita que vai melhorar sua vida pode vir acompanhada de estresse excessivo, fumo, noites de pouco sono, falta de exercícios, má alimentação, enfim, os fatores de risco básicos associados a problemas no coração, acidente vascular cerebral e outras doenças capazes de transformar uma conquista (a longevidade) num verdadeiro transtorno para você e sua família.


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A boa notícia é que...

... como mostra Dowbor, o movimento do consumo inteligente vem crescendo em todo o mundo. Segundo ele, há uma nova cultura de consumo em gestação. São pessoas que estão cansadas de serem subestimadas pelo mercado publicitário e de trabalhar muito para sustentar uma sociedade de desperdícios.
Um exemplo é o movimento “slow food”, surgido na Itália a partir de pessoas preocupadas em ter uma vida mais agradável. No livro Devagar, de Carl Honoré, editado no Brasil pela Record, há vários outros exemplos de como esse movimentando está ocorrendo em diversos países.
Na próxima edição da revista ValorInveste, a revista de investimentos do jornal Valor, que chega as bancas na segunda-feira, uma reportagem assinada pelo jornalista Jorge Felix mostra como alguns pais estão conseguindo libertar seus filhos das garras dos publicitários, afastando de shoppings e de horas em frente a televisão.
Eles estão enviando seus filhos para trabalhos em Organizações Não Governamentais onde entram para a vida adulta aprendendo a trabalhar, a conviver com as diferenças, a conhecer profissionais dos mais diversos campos, a se organizar, a ter noção da escassez de recursos, enfim toda a experiência que será de grande valia também para quando entrarem para o mercado de trabalho. Esses jovens estão ainda conseguindo equilibrar desde cedo suas horas de lazer com as horas de trabalho. Porque feitas as contas, é o equilíbrio a melhor resposta.


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Indicações da Unibanco para consumo

A corretora Unibanco soltou relatório hoje com novas projeções para os papéis das empresas de consumo. O relatório avaliou dez empresas e o time de analistas da Unibanco Corretora está recomendando compra para quatro empresas: Ambev, Lojas Americanas, B2W (empresa que reúne operações do Submarino e da Americanas.com) e Pão de Açúcar.
O setor, em geral, está se recuperando do crescimento econômico e do aumento da renda, segundo os analistas da Unibanco. Eles não acreditam que a volatilidade recente dos mercados seja capaz de mudar as perspectivas para o setor, mas reconhecem que os riscos aumentaram, assim como as oportunidades.







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Para pensar...

David G. Myers, professor de psicologia do Hope College, escreveu um texto sobre relacionamentos e qualidade de vida, onde cita estudos que mostram que o índice de bem-estar das crianças americanas é o mais baixo em trinta anos.
Segundo ele, o declínio desse bem-estar vem sendo acompanhado por outras tendências como:

Aumento de suicídios entre adolescentes
Aumento de crimes violentos praticados por jovens
Aumento das taxas de depressão


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É sério... aposentadoria tem que estar no orçamento


A pesquisa de orçamento familiar divulgado pelo IBGE mostra que mesmo o brasileiro que ganha mais de R$ 6 mil mensais tem dificuldades para chegar ao fim do mês com o salário que recebe. É um dado extremamente relevante. Mais de 50% dessas famílias estão com problemas no orçamento e estão na faixa de maior renda da população.


Chegou a hora de chamar a família para uma boa conversa, pois vocês estão gastando além da conta. Quem avisa é o atuário José Roberto Carreta, consultor sênior da Mercer, uma das maiores empresas do mundo nesse setor. Segundo ele, numa perspectiva muito otimista, você que recebe R$ 6 mil vai se aposentar com metade do seu poder aquisitivo. Isso quer dizer que, se você já tem problemas hoje para financiar seus gastos, o futuro é sombrio quando receberá metade do que ganha atualmente.


O mercado de previdência está em verdadeira ebulição. Aspectos como longevidade e quebra do modelo tradicional de previdência têm levado sérias preocupações a gestores de carteira, governos e famílias. Se você não tem acompanhado esse debate, está bastante atrasado.


Quanto maior sua renda, maior também será o problema para financiar a aposentadoria. Isso porque a diferença entre o que você ganha e o que vai receber do governo aumenta. A outra razão é que a expectativa de vida para os mais ricos é maior. Segundo Carreta, a expectativa de vida do brasileiro está, em média, acima de 68 anos. Mas, no grupo de pessoas de renda mais alta, a expectativa de vida está acima de 80 anos. "Na verdade, é um problema grave já para quem recebe acima de R$ 4 mil", diz o executivo. O impacto da longevidade sobre sua necessidade de construir um patrimônio é direto e veja que esta análise de Carreta está restrita aos aspectos de previdência. "Some-se a este problema os custos com saúde durante sua aposentadoria e aí você terá um grande problema", avalia Carreta.


Se você conseguir acumular R$ 1 milhão, poderá retirar mensalmente R$ 5 mil durante a aposentadoria. Trata-se de um valor médio, segundo Carreta, e que já leva em conta a expectativa de vida atual. "O ideal é que você consuma 0,5% de sua reserva da aposentadoria para que ela seja suficiente para toda a sua vida", diz Carreta. "Há quem estipule 1%, mas acho muito arriscado", acrescenta.

*Este texto é parte de uma coluna que publiquei no Valor no início do mês.

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Por favor, vocês precisam ler no blog do Noblat: Renan intimidou senadores

Um post pequeno, mas que diz tudo. Coloquei o link abaixo.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/#73117

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Para o Reginaldo

Você está reclamando da atualização do blog não é? Fiquei tentando decifrar seu e-mail...Muito engraçado. Valeu pelo e-mail.


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Para o Eduardo

Foi a primeira vez nas últimas semanas que alguém lembrou de perguntar se estou precisando de algo. Você é muito, muito gentil. Obrigada. Nos últimos dias as pessoas só lembravam de me cobrar porque atrasei alguns fechamentos...vício de jornalista.


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Para o Ismael

Estou de volta. Desculpa, mas estive bem atrapalhada nos últimos dias. Estava fechando a ValorInveste, a revista de investimento do Valor Econômico. Também estava fechando a Legado, uma revista nova que a L&L lança este mês e uma coleção de livros. Foi um mês bastante complicado e ainda teve subprime...Mas estou de volta, com a carteira Valor e um monte de análises que têm chegado.


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Para o André

Vive André... vive sim. Mas é muito bom saber que vocês gostam dos comentários. Blog é muito divertido, não? Parece que estamos reunidos trocando muitas idéias e informações e que nos conhecemos há muito tempo. Parece?


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Para todos vocês, pelo carinho



E a carteira Valor, que sei que vocês gostam

A Carteira Valor teve um ganho de 0,79% no mês de agosto. No ano o ganho acumulado é de 35,14% e nos últimos 12 meses o ganho é de 68,20%.

Para setembro as recomendações da Carteira Valor são:

CCR Rodovias ON
Petrobras PN
Companhia Vale do Rio Doce PN
Gerdau PN (GGBR4)
CSN ON
Ambev PN
BradescoPN
Itausa PN
Tractbel ON
Randon Participações PN


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Os sonhos são muitos, o salário é pouco e o crédito agora é farto para os brasileiros

Eis aí uma combinação perigosa. Principalmente no Brasil, terra onde a taxa de juro ainda é alta e os “spreads” bancários (diferença entre a taxa de juro básica e a taxa final cobrada do cliente no empréstimo) permanecem entre os maiores do mundo.
Há muitos estudos que mostram como o excesso de crédito pode arruinar famílias e, por isso, mostram a importância de andar com cuidado no terreno fértil do dinheiro fácil. Os bancos deveriam fazer sua parte, mas estão pouco cautelosos, pois, seu maior cliente dos últimos anos, o governo, já não paga mais taxas tão altas como no passado e a tendência é de pagar cada vez menos.
Por isso, bancos e financeiras têm ligado com freqüência para sua casa ou enviado correspondências se prontificando a realizar seus sonhos de consumo. Se você tem pouca resistência, nem leia ou escute o que eles têm a dizer. Pois as ofertas parecem, de fato, muito boas. Ao contrário, se concentre em suas reais necessidades.
Para tomar crédito de forma a não comprometer seu bem-estar, há alguns cuidados que devem ser observados segundo estudiosos do tema. Responda as seguintes perguntas antes de assinar a promissória:

1-Como eu vou pagar a prestação se amanhã perder o emprego?
2-Se somadas as outras prestações que eu já tenho, quanto do meu salário está comprometido com dívidas?
3-Como fica a minha vida se eu adiar esta compra?


Poucos deixam de pagar uma dívida simplesmente porque querem. As pessoas ficam inadimplentes porque não conseguem honrar seus compromissos e os estudos mostram que as causas em geral são: perda do emprego, divórcio, doença ou falta de planejamento financeiro.

Outra recomendação de quem estuda o assunto é que juntas, prestações de uma família não podem ultrapassar 30% da receita. Qualquer percentual acima disso já é um sinal perigoso.
Por fim, muitas vezes a facilidade de tomar crédito faz com que você compre bens que deseja, mas que podem ser comprados no próximo mês, no natal, ou mesmo no próximo ano que não irá comprometer o bem-estar da família.

* Este texto é parte da coluna que publiquei hoje no jornal Valor Econômico

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Cansei do mundo dos nets!


Já declarei algumas vezes que não gosto muito de televisão. Tenho sérias reservas. Vivi cinco anos sem televisão em casa e, sinceramente, não fez a menor falta.
Bem, mas a tecnologia adentrou meu lar. Há alguns meses, depois de sofrer nas mãos da Telefônica e perder o sinal de internet várias vezes, resolvi trocar para a Net, o tal combo, que traz, internet, TV a cabo e telefone.

Feito. Minha vida virou um inferno desde então. A verdade é que os problemas permaneceram e até aumentaram porque antes só perdia o sinal da internet, agora fico sem internet, sem telefone e sem televisão.
Mas há um consolo, o custo caiu bastante. Com a telefônica eu pagava mais caro para ter aborrecimentos, com a net pelo menos sai mais em conta. Uma espécie de promoção pague um e leve três problemas para casa.

O último ocorreu hoje às 23h. A TV, mais uma vez esta semana, perdeu o sinal. Ligamos para o atendimento e fizemos todos os procedimentos necessários, que já sabemos de cor e salteado. Ao fim do processo a sentença final: agendar a visita do técnico.
Este profissional já é quase um ente da família. Só na semana passada esteve aqui em casa duas vezes. Se um dia eu tiver filhos vou convidá-lo para padrinho.

Mas até agendar a visita foi um suplício. Pedi que ele viesse às 8 horas da manhã.
“Não pode”, respondeu Cecília Silva, do outro lado da linha.
“Então na terça-feira às 10h”, sugeri mais uma vez. Ela disse que também não poderia, que tinha que ser de 10 às 12h. Mas acontece que às 10h estou em casa, às 12h já não estarei mais.
“Então escolhe você, já que o que eu quero nunca pode”, disse eu.
“Ah não pode, a senhora é que tem que escolher”, disse a moça.
Pode?!!!

Eu tenho uma agenda bastante complicada. Meu marido também. Na semana passada precisei cancelar uma reunião para esperar o técnico.
Quando eu e Cecília já não nos entediamos mais no telefone, eu disse então que queria cancelar este serviço. Aí ela respondeu: “Só de segunda a sexta”. É quase um sitcom, achei que fosse pegadinha.

Bem a essas alturas, o sossego do meu lar já tinha ido para o lixo. Eu, ela e meu marido falávamos ao mesmo tempo, ninguém se entendia e esta profissional tão bem treinada desligou o telefone e resolveu seu problema. Meu marido ligou mais uma, duas, três vezes. Mas ninguém atendeu mais.
Então trocamos de telefone e...bingo! Atenderam...
De volta ao périplo sem nenhuma solução. E já estamos na segunda-feira porque meu relógio marca 00:13. E agora acabou o horário de atendimento.
Nesta segunda, depois das 8h vou tentar cancelar minha conta. Cansei do mundo dos nets. Minha experiência como telespectadora continua a contabilizar mais dissabores do que sabores. Prefiro meus livros, são mais baratos, mais eficientes e dão mais alegria e prazer. Vou pegar A Gaivota de Tchekhov.


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  PERFIL
   
 

Mara Luquet – Jornalista e sócia da Editora Letras & Lucros, que publica a revista Legado e é especializada na edição de livros de finanças pessoais. Autora dos livros "O Assunto é dinheiro", em parceria com o jornalista Carlos Alberto Sardenberg ; "Aposentada ficava sua avó", em parceria com a jornalista Andrea Assef e "Tristezas não pagam dívidas".
Trabalhou como editora de Investimentos e Carreira no jornal Valor Econômico, no caderno Folha Invest, da Folha de S.Paulo e na revista Veja. Foi repórter da Gazeta Mercantil e da revista Exame. Também escreveu três guias Valor Econômico: de Finanças Pessoais; de Mercado de Ações; e de Planejamento da Aposentadoria, todos publicados pela Editora Globo.

e-mail:
mara.luquet@cbn.com.br

ATENÇÃO: O Blog Mara Luquet tem por finalidade apenas informar e partilhar experiências com o leitor. O material aqui publicado não deve ser interpretado como sugestão de investimento ou como uma oferta de compra e venda de qualquer título de valor mobiliário ou outro produto financeiro

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