Duas irmãs, um marido e um apartamentoA história é real, aconteceu há alguns anos, é bastante comum entre irmãos e foi parar na Justiça. Para comprar um apartamento, uma irmã pediu auxílio à outra, pois estava com o nome "sujo", ou seja, constava nos cadastros de inadimplentes que impedem que os candidatos a financiamentos sejam aprovados. Ela, a caçula, precisou então que a irmã mais velha fizesse um financiamento no banco para conseguir os recursos necessários para comprar o imóvel num subúrbio carioca. Ocorre que a irmã mais velha, também amiga da caçula, é casada. O marido da irmã mais velha não impediu a operação de financiamento, ao contrário, foi solícito e concordou com o pedido de financiamento. Operação aprovada, recursos liberados, chaves entregues e a família toda, feliz, reuniu-se num almoço de domingo no apartamento novo. Mas o tempo passou. A irmã que estava com o nome "sujo" não era exatamente um exemplo de disciplina financeira, o que, aliás, já dava para desconfiar desde o início, dado que seu nome constava nos cadastros do Serasa e do SPC. As prestações eram pagas quando dava: um mês de atraso, dois etc. Foi então que o cunhado, que, de acordo com a lei, era o dono do apartamento, recebeu uma carta do banco avisando que o apartamento iria a leilão por inadimplência de prestações. Ele não teve dúvida. Foi pessoalmente fazer o pagamento das prestações atrasadas e, desde então, assumiu todas as restantes, não porque fosse solidário, mas porque enxergou, naquele momento, uma forma de finalmente ter sua casa própria. Apenas comunicou à cunhada que ela deveria deixar o apartamento, que agora era dele. E a entrada que ela havia pago? E as prestações que por todos aqueles anos honrara, ainda que pagas com atraso? Afinal, contas feitas, teria sido ela quem pagara a maior parte do apartamento. Este é um caso que tramita na Justiça há cerca de 20 anos, cuja solução não é trivial. As irmãs perderam a amizade e não se falam mais. Esse relacionamento familiar naufragou e muitos outros correm por caminhos parecidos. Daí a importância de avaliar muito bem os benefícios de se pedir dinheiro em família, pois, como as histórias mostram, os custos costumam ser altos. Quando o dinheiro é entre irmãos, o problema ganha contornos ainda mais preocupantes. Relacionamento entre irmãos pode ser complexo, para dizer o mínimo. As disputas pelo colo da mãe, pela atenção do pai, pelos brinquedos, tudo isso pode evoluir de tal forma que, se não houver um cuidado mínimo, os problemas ganharão proporções dramáticas. Marco Gazel, consultor financeiro pessoal da M2 Investimentos, está acostumado a lidar com situações como esta. Ele é categórico: "As pessoas, quando têm problemas legais para comprar imóveis ou qualquer outro ativo, não podem procurar irmão ou qualquer outro parente, têm que procurar um bom advogado". O caso entre as duas irmãs acabou por espalhar seus reflexos por toda a família, inclusive a mãe que, hoje, aos 97 anos, sofre com a briga das filhas. O episódio do imóvel agravou, ainda, uma série de outros ressentimentos que estavam adormecidos. A irmã caçula, a desorganizada financeiramente, por ironia do destino, sempre foi a mais bem sucedida pessoal e profissionalmente. O cunhado, de todos os cunhados dessa família, era aquele que não conseguira brilhar em nada que fez. Ele sempre acalentou o sonho de ter um imóvel próprio até que viu a oportunidade literalmente bater na sua porta quando recebeu a carta do banco. Tudo isso passa a ficar também embrulhado pelos processos judiciais. Gazel diz que houve uma sucessão de erros. "O primeiro erro foi querer entrar numa nova dívida para comprar um apartamento, sem pagar a anterior", diz ele. Mesmo se o cunhado fosse muito gente boa, ainda assim poderiam ocorrer vários imprevistos. "E se eles se divorciassem?", questiona. Para Gazel, problemas de dinheiro entre irmãos definitivamente não se resolvem com empréstimos de um para outro.
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Títulos públicos prefixados pelo correio ou em casas lotéricasEstá em início de gestação na Secretaria do Tesouro Nacional uma medida que tem potencial para revolucionar a forma como o pequeno investidor brasileiro cuida de suas economias: a venda de títulos do Tesouro em casas lotéricas e por meio do Banco Postal. Para viabilizar a venda ao público varejista, os técnicos do Tesouro estudam a formatação de um produto mais simples do que hoje é ofertado na internet por meio do Tesouro Direto. A idéia é ter um título prefixado, sem cupom e com prazo de vencimento de um ano e meio. O objetivo é facilitar o entendimento do produto pelo pequeno investidor e aumentar o alcance do Tesouro a esse grande público. A venda de títulos pela internet, que hoje é feita pelo site www.tesourodireto.gov.br, tem crescido, mas o Tesouro ainda se ressente da falta do conhecimento do produto pelo grande público. Dados mostram que o pequeno investidor, em setembro de 2007, continuou a aparecer no sistema e houve um elevado volume de vendas por faixa de aplicação até R$ 5 mil, cuja participação concentrou 66,0% das aplicações no mês. Mas, ainda assim, as vendas de títulos via Tesouro Direto representam uma parte ínfima da dívida pública, de cerca de 0,1%. O potencial de crescimento é, portanto, grande. O principal entrave para que o brasileiro tenha acesso ao produto Tesouro Direto são os canais de distribuição. As redes de bancos varejistas não têm interesse que seus clientes conheçam o produto. Para eles, este é um forte concorrente aos seus fundos de investimento em renda fixa, CDB e outros produtos, como a caderneta de poupança e os títulos de capitalização. Comprar papéis do Tesouro diretamente tem um custo mais baixo para o pequeno investidor, pois é possível acessar a aplicação com um mínimo de R$ 200 a um custo que fica abaixo de 1% ao ano (esse custo varia conforme o agente de custódia). Além disso, o imposto de renda dos fundos de investimentos é recolhido no último dia útil dos meses de maio e novembro, em um sistema chamado de "come-cotas". Já na aplicação em papéis do governo, o imposto é pago só no vencimento ou no resgate da aplicação. Em investimentos de longo prazo, trata-se de um apelo e tanto. O Tesouro precisaria de uma intensa campanha de divulgação, contudo, para mostrar seus atributos aos investidores, furar esse bloqueio dos bancos varejistas e se tornar conhecido entre os pequenos e médios investidores brasileiros. Essa campanha também está em andamento, mas aguarda a aprovação da secretaria de comunicação do governo. Enquanto a campanha não sai, os técnicos do Tesouro têm empreendido esforços para a divulgação do produto em empresas e universidades. Nas próximas semanas, eles começam a divulgar o produto na própria Esplanada dos Ministérios, em Brasília. É impressionante, mas mesmo entre os funcionários públicos federais esta aplicação ainda é totalmente desconhecida. No site do Tesouro Direto, há um canal para que qualquer entidade solicite uma visita dos técnicos para que eles esclareçam as dúvidas sobre essa forma de aplicação financeira.
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Relatório do HSBC sobre fundos multimercados, divulgado hoje
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O porquinho que a Marcia, leitora, enviou para o blogOps, porquinho? O cofre da Marcia é um cachorro porque ela disse que foi o mais barato que encontriu, R$ 1,00. Conseguiu guardar mais de R$ 200 e abriu uma caderneta de poupança para os filhos. Vocês lembram da história? Contei aqui no blog.
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O porquinho Falei sobre ele no boletim de ontem do CBN Brasil. Abaixo a coluna que publiquei no Valor Econômico de quarta-feira sobre como conheci o porquinho.Andrea e Michael Fuller vão ter um bebê no próximo mês. É o primeiro filho do casal, ela brasileira, ele americano, que mora em Nova York. Na próxima sexta-feira, dia 12, dia das crianças, eles vão receber os amigos para um “baby shower”, a versão americana do chá de bebê, uma reunião onde os amigos presenteiam os pais com peças do enxoval da criança que vai nascer em breve. Na página da loja na internet onde há uma lista de sugestões de presentes para o “baby shower” há diversas alternativas, de mamadeiras e chupetas a fraldas descartáveis. Mas há também o “pig bank”. Um cofre em formato de porco. Quem sonharia em dar um cofre para um bebê que acaba de nascer? Mas há um aspecto que chama ainda mais atenção: o porquinho vem com quatro aberturas independentes para o depósito de moedas. Cada qual tem seu nome: “save”, “spend”, “donate” e “invest”. Ou seja, a idéia não é apenas a de guardar dinheiro, mas fundamentalmente começar a pensar em orçamento. A criança terá que ao longo da infância e adolescência aprender que precisará guardar dinheiro para emergências (“save”) e investir para metas de longo prazo (“invest”). Mas como a vida não é feita apenas para economizar, ela saberá que parte dos recursos poderá gastar e ainda aprenderá que é necessário partilhar com os menos favorecidos (“donate”). Há versões desse cofre que têm uma abertura específica para economias que visam à universidade (college). Entre as famílias americanas, portanto, o cofre não é um presente inusitado. Ao contrário, está na cultura ensinar aos filhos coisas básicas como: dinheiro não dá em árvore e é preciso cuidar da própria vida. Uma mãe brasileira que criou seu filho nos EUA, onde morou por quase 20 anos, conta que no verão era normal colocar em frente à casa uma pequena estrutura para vender limonada. A criança, ela conta, ganha cada centavo da mesada, ou seja, é necessário fazer alguns pequenos serviços como ajudar em casa, para receber o dinheiro. Manejar o orçamento não é uma tarefa simples. É preciso cultura, hábito, flexibilidade e muito bom senso. Não se aprende de uma hora para outra e no meio do caminho se comete muitos erros. Para qualquer pessoa se trata de um verdadeiro desafio deixar esse legado a seus filhos. E o grande problema é que os filhos de hoje não poderão cometer grandes erros com o orçamento, pois vão viver num mundo com menos empregos, sem aposentadoria oficial e vão pagar uma grana pelo plano de saúde. No entanto, para os pais brasileiros o desafio é ainda maior. Isso porque eles cresceram num país sem estabilidade monetária, com altas taxas de inflação e, por isso, não criaram a cultura de gestão pessoal do orçamento. Para dificultar vivem num mundo em que os estímulos ao consumo aumentaram dramaticamente. Na página do Instituto Akatu (www.akatu.org.br) há dados que apontam para a dimensão do problema. Segundo o Akatu, um estudo realizado no Reino Unido mostrou que as crianças britânicas de 10 anos conhecem de 300 a 400 marcas famosas, mais de 20 vezes o número de espécies de aves de que sabem o nome. Outro estudo citado pelo Akatu e realizado pela TNS, empresa britânica especializada em pesquisas de mercado, apontou que 71% das mães brasileiras confessaram estar dispostas a pagar mais pelas marcas que seus filhos preferem, principalmente no supermercado. A maioria das mães ouvidas na pesquisa geral (82%) disseram que seus filhos estão fortemente envolvidos na escolha de bolachas e chocolates e 61% das mães decidem a compra de bebidas e sucos de acordo com a preferência dos filhos, por exemplo. Com escolhas baseadas mais nos comercias que nos preços e na qualidade dos produtos, os pedidos feitos pelas crianças têm impacto certeiro no bolso de suas famílias. Ou seja, são os filhos que estão dizendo aos pais o que fazer. Está aí um caminho perigoso. Essas crianças poderão crescer acreditando que dinheiro dá em árvore.
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Lançamentos da Letras & Lucros 20 lições essenciais para ganhar no mercado de ações 20 lições essenciais para ter as contas em dia 20 lições essenciais para ser um investidor de sucesso
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Imposto de RendaUma das principais críticas ao Imposto de Renda é não ver esse dinheiro empregado para melhorar a vida do brasileiro. A pesada carga tributária no Brasil, uma das mais altas do mundo, não pode ser vista na educação de qualidade, no atendimento hospitalar ou na segurança, por exemplo. Por isso, é extremamente importante que o brasileiro que paga imposto faça uso de um instrumento que existe há muitos anos, mas ainda é pouco conhecido: direcionar parte de seu imposto a projetos que você mesmo escolhe. A lei permite que você destine até 6% de seu imposto devido, desde que você faça sua declaração de Imposto de Renda no formulário completo, para projetos voltados à criança e ao adolescente que são previamente determinados. Não é muito simples, mas funciona e vale a pena. Ou seja, você tem a certeza de que esse dinheiro que você está entregando nas mãos do governo vai para projetos que vão beneficiar seu município ou Estado. Algumas empresas estão ajudando seus funcionários trilhar este caminho. O Banco ABN-Amro Real, faz todo ano uma campanha voltada para seus funcionários que queiram destinar a fatia do imposto que lhes é permitida aos projetos previamente selecionados. O banco tem uma equipe que ajuda a selecionar projetos e, o que é ainda mais importante, a acompanhar o andamento desses projetos. Ou seja, você consegue ver como o dinheiro que você entregou ao governo está dando resultados. A parcela do IR devido tem que ser depositado na conta do Fundo da Criança e do Adolescente até o último dia útil do ano corrente. Depois, no formulário da declaração há um campo específico onde você deve dizer qual a quantia destinada ao Fundo de Direitos da Criança e do Adolescente. O gestor deste fundo é o Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente que acompanha projetos nas esferas municipal, estadual e federal. Para pessoas jurídicas, o limite da destinação é de 1% do IR devido e o processo é semelhante.
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Pão de Açúcar, ganho amargoA carteira CBN em setembro registrou um ganho acumulado de 4,89%. Embora seja uma alta atraente, a carteira perdeu do Ibovespa que no mesmo período apresentou incríveis 10,67% de alta. O papel que mais tirou valor da Carteira CBN foi a ação do Pão de Açúcar, que em setembro registrou uma queda de 10,97%. Em agosto, as ações do Pão de açúcar experimentaram uma queda ainda maior, de 11,71%. No ano, a perda acumulada de Pão de Açúcar chega a 25,09% (posição até 30 de setembro). Hoje no jornal Valor Econômico há uma matéria muito boa sobre o comportamento das ações do Pão de Açúcar: “Investidor derruba Pão de Açúcar na Bolsa”. Segundo as jornalistas Daniela Camba e Cláudia Facchini, o mercado não gostou dos números apresentados pelo Pão de Açúcar nos dois primeiros trimestres deste ano e já não prevê nenhuma melhora significativa no resultado do terceiro trimestre, que deverá ser divulgado no dia 16. No caso do Pão de Açúcar, a opinião dos profissionais ouvidos pelo Valor é que os investidores cansaram de acreditar numa virada de resultados que nunca acontece. "A empresa tenta reagir às movimentações dos seus concorrentes, quando deveria tentar antecipar as tendências de mercado", diz o estrategista de renda variável para pessoa física da Itaú Corretora, Fábio Anderaos de Araújo. "A empresa continua não entregando o que prometeu. Claramente, existe um problema de gestão e os investidores cansaram de esperar", diz o superintendente de renda variável do Itaú, Walter Mendes. Vale a pena ler a matéria e também procurar alguns relatórios de analistas sobre a empresa. Isso porque se você acreditar que a empresa vai conseguir dar uma virada está aí uma boa chance de ganhos, pois os papéis estão bastante depreciados. Antes de formar uma opinião, contudo, leia as notícias sobre a empresa e, principalmente, o que dizem os analistas do setor.
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Guia Valor de Finanças Pessoais A Editora Globo acaba de lançar a segunda edição do Guia Valor Econômico de Finanças Pessoais. Foi o primeiro livro que escrevi sobre o tema. Reuni no livro as perguntas mais freqüentes que recebo de leitores. O guia foi estruturado sob forma de perguntas e respostas. A primeira edição foi lançada em 2000 e vendeu mais de 100 mil livros. Nesta segunda edição fiz uma atualização e acrescentei algumas mudanças que ocorreram no mercado. Quem quiser mais informações eu coloquei o link da Globo abaixo. http://globolivros.globo.com/busca_detalhesprodutos.asp?pgTipo=LANCAMENTOS&idProduto=1016
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Recomendações da Corretora Unibanco para outubroBradesco PN Tractebel ON Petrobras PN GVT ON Ambev PN 
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" Ler devia ser proibido"http://www.youtube.com/watch?v=LDr8v9KHul4
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Tarifas bancáriasPara quem acompanha a discussão das tarifas bancárias, coloquei abaixo o link para a íntegra do estudo da Câmara dos Deputados que está na base das discussões da Comissão de Defesa do Consumidor. http://www2.camara.gov.br/internet/publicacoes/estnottec/tema12/2007_6449.pdf
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Você joga ou investe?Faça o teste na página www.marketpsych.com Esta é a página de Richard L. Peterson, um psiquiatra, ex-trader, e hoje especializado em finanças comportamentais. Ele é autor do livro “Inside the Investor’s Brain”. Peterson diz que alguns investidores se tornam jogadores em momentos de alta do mercado.
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ExpomoneyA Expomoney é uma feira de finanças pessoais. Começou ontem aqui em São Paulo. Quem gosta de informações de investimento vale a pena dar uma passada lá. Tem palestras (algumas gratuitas) e muitos estandes de corretoras, bancos, e instituições que operam em mercado de capitais. A editora Letras & Lucros tem um estande. Eu estarei lá hoje e amanhã a tarde. No sábado ficarei o dia inteiro, pois tenho que fazer uma palestra às 12h. O Teco, nosso colega de CBN, da turma do Fim de Expediente, também vai fazer uma palestra no sábado, às 17h. Ó Teco é economista e um dos autores da coleção "Dicas do Sr Alceu", livros que falam sobre finanças, ações e investimentos.
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Grande JussaraOntem falei com Sardenberg na CBN sobre tarifas bancárias. O foco era o Star, o Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros da Febraban, uma página na internet em que os bancos divulgam o valor das tarifas cobradas em diversos serviços. O sistema é muito bom, mas ainda tem poucos bancos cadastrados. Eu e Sardenberg navegamos na página e falamos no ar a diferença de tarifas em alguns bancos. Citamos como exemplo a anuidade de cartão de crédito. O Unibanco aparece com tarifa zero. Falamos isso no ar. A Jussara, nossa ouvinte, na mesma hora enviou um e-mail para o Sardenberg dizendo o seguinte: “A Mara acaba de dizer que o Unibanco não cobra tarifa de cartão de crédito, mas estou aqui com a minha fatura na mão, vencida hoje e existe a cobrança de anuidade nos valores de...”. Quando recebi o e-mail enviei para o Unibanco e para a própria Febraban. Resposta da Febraban: os números que os bancos enviam são de responsabilidade dos próprios bancos e não da Febraban. Resposta do Unibanco: temos 70 cartões de crédito, o que está na homepage da Febraban não cobra tarifa. Eu tenho certeza de que o episódio provocado pela Jussara já teve e vai continuar a ter repercussões dentro da própria Febraban. Neste momento em que há um debate entre Febraban e governo sobre tarifas bancárias é fundamental que o cliente participe. O argumento da Febraban é que o governo não precisa “tabelar” as tarifas. É necessário apenas ter transparência e a concorrência entre os bancos se encarrega em baixar essas tarifas, diz a Febraban e por isso criaram o Star. Mas como é possível ter transparência se as informações dos banco não são confiáveis? Para a história ficar linda, a Jussara agora tem que mandar um e-mail para o Banco Central e à Febraban dizendo que o Unibanco presta uma informação no Star que não corresponde a verdade. Depois ela tem que ligar para o próprio Unibanco e dizer que quer trocar de cartão. Abre mão do que cobra anuidade e procura um com tarifa zero. Se ele não fizer a mudança, ela tem que trocar de cartão. Tudo isso dá um trabalho danado. Mas vale a pena. Eu fiz umas contas navegando no Star. Acredite, tem gente que chega a gastar mais de R$ 1 mil com tarifas bancárias. Além da economia pessoal, ainda contribuímos para melhorar as práticas no sistema financeiro. Você já fez uma visita ao Star? Sabe quanto gasta com tarifas bancárias? O site é www.febraban.com.br no lado direito da página tem um caminho para o Star.
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 Ipê em Brasília fotografado pela filha do Beto, nosso amigo aqui do blog.
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